Dons passam, o amor permanece

A verdadeira marca da maturidade cristã segundo 1Coríntios 13

Paulo deixa claro, em sua primeira carta aos Coríntios (1Co 13.8‑13), que tudo o que Deus concede à Igreja neste tempo é importante, mas é temporário. Dons, ministérios e manifestações espirituais cumprem seu papel na caminhada atual do Seu povo. No entanto, quando vier a plenitude dos tempos, apenas uma coisa permanecerá: o amor de Deus, que jamais terá fim, como está no versículo 8.

O amor jamais acaba. Havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará.” (1Coríntios 13.8 NAA)

Os dons espirituais são meios, não o alvo. Profecias, serviços e funções existem para edificar a Igreja e conduzir o povo de Deus à maturidade. Eles são úteis no processo, mas não são eternos. Na consumação, veremos o Senhor face a face e o conheceremos plenamente. Isso deixa claro que dons e ministérios são instrumentos para a edificação do Corpo de Cristo, e não o fim em si mesmos.

Por isso, não podemos absolutizar os dons espirituais. Eles são importantes, porém não definem maturidade espiritual. A verdadeira maturidade se revela no amor — expressão visível da obra de Deus em nós. Nosso foco deve estar naquilo que é eterno, no que permanece para sempre: o amor de Deus.

Assim, não buscamos experiências espirituais como fim, mas crescimento e maturidade, que se manifestam na formação do caráter de Cristo em nós. Quando o amor de Deus é revelado e valorizado em nossas vidas, ele se torna a evidência clara da nova vida que recebemos no Senhor.

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