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Como Adão nos levou à morte e Cristo nos conduz à vida pela graça
Em Romanos 5.12–17, Paulo apresenta a lógica da representação no plano de Deus para a humanidade. Por meio de Adão, o pecado entrou no mundo; por meio de Cristo, veio a redenção. No versículo 17, essa verdade se aprofunda ao tratar da imputação, da graça soberana e da vitória final em Cristo.
“Se a morte reinou pela ofensa de um e por meio de um só, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.” (Romanos 5.17 NAA)
Adão foi estabelecido por Deus como representante da humanidade. Quando ele pecou, o pecado e a culpa foram imputados a todos os seus descendentes. Por isso, a morte passou a todos, mesmo antes da Lei existir. Isso revela que o ser humano já nasce em condição de queda e condenação. A Lei não cria o pecado; ela apenas o revela. Assim, Adão é a raiz do problema, não a Lei.
Cristo, por sua vez, é o representante dos eleitos na redenção. Se por Adão vieram a ofensa e a condenação, pelo ato justo de Cristo veio a justificação. A graça de Deus cobre muitos pecados, pois é a justiça de Cristo imputada a nós que nos concede a salvação. Dessa forma, compreendemos que a salvação é totalmente obra da graça divina.
Em Cristo não há espaço para autoconfiança. O problema do ser humano não é apenas comportamento, mas natureza. A salvação não se baseia em mérito pessoal, mas gera descanso e gratidão — não medo nem orgulho. A certeza da salvação não depende da nossa constância, mas da obra consumada de Cristo. Somos definidos Nele, e isso transforma nossa visão sobre morte, pecado, sofrimento e esperança futura.
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