No evangelho de marcos, no capítulo 8, dos versos 14 ao 21, Jesus fala acerca do ensino dos fariseus e da atitude de Herodes e que não podemos nos deixar contaminar por este tipo de fermento.
Nos fariseus podemos observar a priorização do ensino de homens em detrimento da vontade de Deus expressa em Sua palavra. Eles eram zelosos no que faziam. Impunham regras para que as pessoas obedecessem. Já nas atitudes de Herodes podemos observar o orgulho e arrogância preponderantes.
Então, Jesus falando a seus discípulos afirma, no verso 15: ‘Advertiu-os Jesus: “Estejam atentos e tenha cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes.”’. (Marcos 8:15, NVI).
Mas os discípulos ficaram discutindo, sobre pão, por isso, Jesus se volta para eles e pergunta-lhes, no verso 21: ‘Ele lhes disse: “Vocês ainda não entenderam?”’ (Marcos 8:21, NVI).
A grande questão que devemos nos perguntar é se nós, também, não temos entendido sobre o que significa o fermento em nossa vida? Será que estamos cegos e surdos como os discípulos?
Precisamos parar e refletir sobre a nossa vida, sobre a igreja, sobre o tipo de vida que temos vivido quando comparamos com a igreja relacionada em atos dos apóstolos ou mesmo nas cartas de Paulo que nos fala como devemos viver uns com os outros.
Viver igreja é algo que só podemos fazer em comunidade, pois somente podemos expressar a vida de Deus, por meio dos relacionamentos com os irmãos e no mundo, resultante do compromisso que firmamos com Ele, quanto a servi-Lo e honrá-Lo em todas as coisas. Se oferecermos os nossos membros para cumprir a vontade Dele, e isto não depende dos outros, mas, de nós, então fizemos a metade do que é necessário, pois não se trata do pecado e das falhas e erros dos outros, mas do nosso.
Tendo o entendimento que não depende dos outros, mas do nosso compromisso com o Pai e que fomos capacitados e habilitados pelo Espírito Santo para vivermos segundo a Sua vontade, isto porque recebemos o poder e a autoridade, derramados pelo Espírito que em nós fez morada. Somos templos, morada de Deus, somos a casa de Deus, expressão de Sua vida. Existimos e estamos neste mundo para proclamar as Suas virtudes por meio das nossas obras, por meio do serviço, do servir a mesa, tanto a igreja como ao mundo, pois é por meio das nossas boas obras que os homens glorificam a Deus.
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