Vivendo o reino de Deus

Quando lemos o sermão da montanha, as cartas de Paulo podemos observar uma contradição muito grande entre o que está escrito e o que vivemos como cristãos.

Não existe lugar melhor para se falar de hipocrisia, de contradição entre o que se fala e o que se vive de fato como no chamado meio cristão.

Salvo exceções, nossa vida é guiada pela hipocrisia religiosa. Talvez pessoas não cristãs e homens expoentes de nosso mundo, como Gandhi e muitos outros, tenham expressado de forma tão clara esta hipocrisia que vivemos. Falamos uma coisa e vivemos outra muito diferente. Precisamos nos chamar à razão, rever os conceitos e práticas que temos implementado em nossas vidas. Não podemos continuar no que estamos fazendo e nem como estamos fazendo. Temos que nos chamar a razão; não segundo o pensamento humano; mas à razão de Deus. Temos que olhar sob a perspectiva espiritual. Temos medo de romper; pois romper, implica em abandonar as práticas velhas, os pensamentos arraigados. Isto representa instabilidade, insegurança e não somos afeitos a este tipo de sentimento.

Precisamos entender que viver o reino de Deus não tem nada a ver, ou muito pouco a ver, fora a teoria, com o que de fato significa viver  este reino no mundo.

Quando lemos a carta aos Colossenses, não vemos nada de religiosidade, por exemplo, vemos sobre um estilo de vida, uma forma de se viver neste mundo que esteja alinhada com a vontade do Criador. Traz conhecimento, entendimento e de uma forma simples, sem ser rebuscada de como devemos andar e nos portar entre as pessoas, sejam elas cristãs ou não.

Nesta carta podemos ler que fomos transportados do império das trevas para o reino de Jesus, em quem temos a redenção e que o Seu sangue nos apresenta diante do Pai, santos, inculpáveis e irrepreensíveis. Mas além do processo de reconciliação com Deus, fala de como devemos viver neste mundo.

Devemos buscar o amadurecimento (crescimento espiritual). Buscar as coisas do alto (os valores do reino) e não os temporários deste mundo. Devemos nos despojar (despir, remover, tirar) da ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena, não mentir. Não devemos ter acepção de pessoas (questões de rico e pobre, cor de pele, grau de instrução, homens e mulheres, escolhas e preferências).

Mas além de mostrar o que não devemos fazer, fala o que devemos, como: revestir nossa vida de misericórdia, bondade, humildade, mansidão (caráter daquele que sabe que Deus está no controle de todas as coisas e que a Sua vontade será cumprida e realizada), longanimidade (caráter da pessoa que suporta as adversidades e que prossegue em seu empenho, apesar dos obstáculos). Temos que suportar uns aos outros, perdoar e acima de tudo manifestar o amor em toda e qualquer situação.

Em sua carta, Paulo nos lembra que servimos ao Senhor, e que devemos fazer tudo para Ele. E por servirmos ao Senhor, expressamos este serviço, servindo às pessoas. Fala para portarmos com sabedoria com os de fora, usar de palavras temperadas, sermos agradáveis, sabermos responder a cada um.

Tendo este entendimento, o que fazemos? Na maioria das vezes, nada do que entendemos que devemos fazer. Vivemos satisfeitos com uma religiosidade, com as nossas idas à “igreja” (prédio), aliviamos a nossa consciência de dever cumprido, e por ter prestado culto a Deus (tratamos como divindade que existe para atender as nossas necessidades); mas desprezamos os valores eternos do reino de Deus que devemos expressar no nosso dia a dia. Não ensinamos as pessoas a honrar, a amar a Deus e a obedecer os mandamentos do Senhor Jesus.

Preocupamos com as nossas vidas, nossas necessidades e não com o que Deus deseja nos ensinar com relação ao reino.

Que escolhas vamos continuar a fazer? Escolhas relacionadas ao reino? Ou a este mundo que perece no  maligno e que não conhece a vontade de Deus?

Para ouvir esta meditação, clique no link abaixo:

Vivendo o Reino de Deus