Quando olhamos o meio chamado cristão evangélico, o que podemos observar? Unidade? O esforço por preservar a unidade? Ou vontade individual, o querer pessoal prevalecendo acima do querer e da vontade expressa do Senhor? Paulo escrevendo aso irmãos de Efésios, afirma o seguinte: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. ” (Efésios 4:1-6, BEARA), e também, como escreveu aos Gálatas: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” (Gálatas 6:2, BEARA); ou mesmo aos Colossenses: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;” (Colossenses 3:12-13, BEARA). E escrevendo aos Romanos, Paulo afirmou: “Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação.” (Romanos 15:1-2, BEARA). Mas quem é o forte?
Quando olhamos a igreja, podemos observar uma inversão de valores tão grande, que beira a loucura e a insanidade comparando com o que está escrito na palavra, do que foi expressão e palavras do Senhor Jesus. Onde significado de amar, servir perderam sentido em detrimento da vontade própria, do querer individual, do priorizar o material, o temporário, com um conceito deturpado do que o Senhor quis ensinar sobre ser o maior no seu reino.
Quem é forte? Quem manda ou quem serve? Quem é capaz de impor sua vontade ou quem é capaz de compreender a necessidade do corpo e suprir? Como devemos, sendo fortes, lutar pela unidade da fé, pelo crescimento do mais fraco, pelo amadurecimento da igreja?
Por que em tudo que vamos fazer temos priorizado a aparência, o destaque e não olhado a essência, a identidade do que deve ser? Por que nossa preocupação com o ensino tem sido mais de teoria, do que de demonstração prática de uma fé genuína, de obras que refletem o caráter de Deus? E por que temos nos esforçado para preservar valores e conceitos de homens dentro da igreja (aqui instituições), aos verdadeiros valores do evangelho da graça apregoado por Jesus?
Precisamos, sim, e como precisamos voltar a origem do evangelho, a unidade da fé, ao esforçar por preservar esta unidade, não unidade que representa o defender o que cada um de nós pensamos, ou achamos; ou nossa vontade, nosso desejo e valores institucionais; mas sim, a verdade do evangelho, a morte na cruz, a porta estreita; o caminho apertado. Precisamos voltar para a lei simples do amor, onde outro é mais importante do que a nossa vontade própria, onde o interesse e o pensamento do outro tem importância para nós, principalmente, para compreendermos que precisamos ajudá-lo a enxergar a verdade (se ele é filho da verdade); pois se é uma pessoa que busca os seus interesses, a satisfação de suas necessidades; não existe e nem pode existir a vida de Deus revelada e manifesta.
Suportar é ajudar e não aguentar a ignorância, hipocrisia, falsa liberdade, conceitos e valores que deturpam a palavra e o ensinamento do Senhor. Para suportarmos uns aos outros em suas fraquezas; precisamos compreender que somos, também, fracos em outras áreas. Quando compreendemos a nossa limitação, quando entendemos que precisamos uns dos outros e que nós, em nós mesmos não temos a totalidade, mas sim, que somos parte uns dos outros, completamos uns aos outros; então saberemos como fazer.