A grande questão sempre colocada não foi o que Jesus ensinou, falou e pregou aos religiosos de sua época; mas sim, se perderiam poder a honra e a posição que desfrutavam, como podemos observar no texto a seguir: “Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação.” (João 11:47-48, BEARA). O outro ponto, está relacionado a incerteza, insegurança e o que acontecerá se declararmos nossa posição, ou se calarmos diante da situação que não traduz de fato os valores do reino, como podemos observar a seguir: “Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus. ” (João 12:42-43, BEARA).
Agora; vamos refletir sobre as decisões e ações que temos tomado diante do que nos é colocado. Como agimos? Quais são as decisões? Quando não concordamos com algo, quando sabemos que alguma coisa não reflete a vontade de Deus, nem os valores do reino de Deus, o que temos feito? Nos calamos; pois nos opor, implica que não gozaremos das beneces de quem exerce o poder dentro das “igrejas”? Temos o medo de sermos tratados como “rebeldes”? Nos calamos; pois o nosso desejo é alcançar o “episcopado”; mesmo que os valores do reino de Deus sejam colocados de lado?
Precisamos compreender e pensar sobre estes pontos. Não podemos nos calar diante de ações e atitudes que contradizem o que é o ensinamento de Jesus; mesmo que isso signifique não termos e nem obtermos o que nos é oferecido como recompensa, ou destaque quanto aos valores deste mundo.
Precisamos aprender a honrar a Deus, os irmãos, a igreja do Senhor Jesus. Não podemos nos deixar vender por valores humanos, por glória humana em detrimento do que é eterno. Precisamos ter o entendimento claro de quem somos, da natureza que recebemos, da vida que temos, e do nosso papel neste mundo como instrumentos de Deus.
Se nos calarmos quem irá falar? Se aceitarmos valores temporários, terrenos, quem irá responder pelo que é eterno? Nós não podemos andar neste mundo e nem sujeitarmos as pressões e valores deste mundo; temos, sim, como representantes do reino, como embaixadores, como cidadãos refletir e agir segundo a natureza, a integridade e os valores de Deus que recebemos no novo nascimento.
Não buscamos e nem podemos buscar a glória dos homens. Não podemos aceitar no reino, valores mesquinhos e temporários segundo a natureza humana. Não é uma questão dos outros; mas sim, de nosso posicionamento perante de Deus. Vivemos pelo que é eterno. Podemos até perder posição, recompensa e destaque segundo os valores terrenos; mas nós não andamos neste mundo segundo estes valores; e sim segundo o eterno.
Como cidadãos do reino, como pessoas que entregamos nossa vida a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, devemos honrar o que Ele fez por nós, honrar os valores do reino e o que Deus nos ensina. Não podemos nos deixar vender por algo tão barato e tão efêmero como as recompensas desta vida humana.