Como amadurecer? Como confiar que é possível? Como andar no Espírito que é a vontade de Deus para nós? Paulo escrevendo aos irmãos fala o seguinte: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.” (Gálatas 5:16, BEARA). Ou seja, para não atendermos os desejos da carne, do pensamento humano, para não manifestarmos os frutos da natureza humana, precisamos andar no Espírito; mas como andar no Espírito? Como ter fé suficiente para confiar que é possível? Como detectar que estamos andando na carne e não no Espírito?
Fazemos isso, analisando os frutos que produzimos resultante de nossos relacionamentos, como ele (Paulo) escreveu: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” (Gálatas 5:19-21, BEARA). Se nossa vida manifesta estes valores, desde os moralmente “mais graves”, até os “menos graves” para os valores e conceitos do mundo, como egoísmo, ciúme, brigas, desentendimentos, dependência de vícios, indica que estamos vivendo segundo as obras, frutos, da carne.
Agora, para identificar que estamos andando segundo o Espirito, devemos, também, analisar os frutos que temos produzido no nosso dia a dia, como: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” (Gálatas 5:22-25, BEARA).
Agora, sabendo como e o que significa andar no Espírito, e analisando na prática o que apresentamos quando nos relacionamos, então sabemos se temos andado na carne ou segundo o Espírito.
Existe algo sobrenatural? Não, podemos observar pelo que produzimos como resultado de nosso viver diário. Fica, então, para nós a questão: como podemos andar no Espírito? Como aprendemos a fazer isso?
Crucificando a carne. Sim, excelente, mas como? Tendo a convicção, a certeza do que Deus realizou em nossas vidas. Paulo afirma o seguinte: “Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo; vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus. ” (Gálatas 4:3-7, BEARA).
Tendo nós recebido o Espírito de seu Filho, tendo sido feitos filhos de Deus, e lembrando do que Pedro escreveu: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo,” (2 Pedro 1:3-4, BEARA); podemos aprender a confiar que é possível.
Compreendemos que recebemos a libertação do pecado, ou seja, as obras da carne não nos dominam, e que recebemos de Deus tudo que precisamos para viver segundo o seu coração; não tem razão de nos sujeitarmos a carne, aos seus desejos. Podemos rejeitar em nossas vidas e praticar as obras de justiça de Deus que revelam o seu filho em nós. Quando aceitamos estas promessas, e por experiência, prática, rejeitamos as obras da carne (ou seja, crucificamos a carne, não atendendo os seus desejos); então manifestaremos normalmente os frutos do Espírito.
Por que fazemos isso? Por causa de quem somos, do que recebemos e quem está em nós, entende?
E ao manifestarmos os frutos do Espírito, revelaremos quem somos. E neste processo de amadurecimento, de revelar a vida de Deus, de confiar que as suas promessas são uma verdade em nossas vidas, então, crescemos, amadurecemos e nossa fé se torna cada vez mais “forte”; porque aprendemos a confiar cada vez mais em Deus, entendemos?
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