“Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. Disse-lhe o escriba: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que ele é o único, e não há outro senão ele , e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios. Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém mais ousava interrogá-lo. ” (Marcos 12:29-34).
O quanto as nossas ações estão relacionadas a estes dois mandamentos para expressarmos em nosso dia a dia a natureza de Deus? Proclamamos o nosso amor a Deus, afirmamos categoricamente que amamos os irmãos, mas de fato amamos? De fato temos demonstrado amor para com o próximo, revelando a justiça e a vida de Deus em nossos atos? Como podemos julgar a nós mesmos diante das ações que realizamos em nosso dia a dia?
O nosso cristianismo pode ser egoísta e hipócrita, quando falamos do amor de Deus, da sua justiça e misericórdia e temos o entendimento que devemos agir da mesma maneira; mas não fazemos. E não fazemos não porque não queremos fazer; mas sim, porque estamos cegos para enxergar que o que estamos fazendo contraria a justiça e a misericórdia de Deus.
Como refletimos? Como podemos enxergar estas ações? Simples, quando colocamos a nós mesmos diante dos fatos e vemos o nosso empenho perante uma e outra situação. Isto se revela em ações simples, por exemplo: quando “amamos” aqueles que estão mais “próximos” de nós, como: família, parentes e amigos próximos; fazendo e colocando todo o nosso empenho para ajudá-los, para conseguir algo, para obter um favor, para alcançar uma graça ou recurso. Mas não somos capazes de fazer para outros, mesmo que professam a mesma fé, o mesmo sonho e visão que nós, muito menos para quem não compartilha do nosso pensamento. O que diferencia um do outro? O simples fato de estar distante, ou não ser “dos meus”.
Este tipo de ação que tomamos, demonstram o quanto estamos sendo egoístas e pensando somente em nós e nos nossos, e o resto? O resto que se virem; pois a eles cabe a lei, cabe o esforço próprio, o seu empenho e o empenho dos que estão próximos destes, não é verdade? Podemos não pensar assim, mas não é assim que agimos? Quando agimos assim, estamos de fato, praticando um cristianismo hipócrita e egoísta, esquecendo e não sendo misericordioso para com outros que são tão dignos disto quanto a nós.
Para amadurecermos, para alcançarmos a santificação como o nosso Deus deseja, para sermos semelhantes a Jesus, como sempre foi do plano do Pai, precisamos repensar nossas ações todos os dias, caso contrário, não seremos capazes de enxergar o quanto os nossos atos contrariam o que pregamos e falamos. E se fazemos assim, estamos sendo semelhantes aos religiosos.
Que o Senhor possa ter misericórdia de nós e abrir os nossos olhos e entendimento sobre o significado de amar ao próximo como a nós mesmos.