Queremos e insistimos com condições externas, forçamos as pessoas a agirem de uma certa maneira. Valorizamos o exterior, a aparência. Usamos de recursos como roupas, comportamentos, forma de falar para demonstrar uma realidade que não é a interior.
Se desejamos ser agradáveis a Deus, instrumentos úteis, expressão da glória e da vida de Deus entre os homens, sendo o sal da terra; temos que iniciar o processo de transformação de dentro para fora, seguindo o que Paulo determinou quanto a forma de pensar, termos entendimento, renovar; pois caso contrário, continuaremos a valorizar o que é externo em detrimento da verdadeira mudança que Deus deseja em nossas vidas. Jesus afirmou: “ O que sai da pessoa é o que a faz ficar impura. Porque é de dentro, do coração, que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas conseqüências. Tudo isso vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras. ” (Marcos 7:20-23).
Por isso, precisa ficar claro para nós que não é uma questão de religião, de rituais, mas de reconhecimento da obra realizada por Deus, da restauração que Ele procedeu em nós, dando nos um novo coração, dando nos da sua vida, e nos tornando templos, morada do Espírito Santo. Tendo a consciência disto, tendo a consciência, como Pedro escreve em sua carta, que recebemos tudo, que ele nos capacitou para vivermos da forma como agrada a Deus. E o que precisamos fazer é o que Jesus falou: “Aí Jesus chamou a multidão e os discípulos e disse: — Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa e por causa do evangelho terá a vida verdadeira. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? Pois não há nada que poderá pagar para ter de volta essa vida.” (Marcos 8:34-37).
O morrer para nós mesmos, a não busca de nossos interesse, o não viver uma vida cheia de egoísmo, inveja, cobiça, o reijeitar toda obra do pensamento humano, leverá nos a sermos expressão do Deus vivo, a revelarmos quem ele é. Quando assim agimos, estamos de fato revelando a purificação de nosso interior, o novo coração que recebemos de Deus. Agindo assim, revelaremos Deus em nossos vidas, manifestando a todos os homens a graça e o amor de Deus.
Não nos submetamos a uma vida de aparência, busquemos ao Senhor com toda a nossa força, busquemos todo o entendimento que Deus deseja que tenhamos, sejamos humildes (dependentes) de Deus em toda as coisas, sabendo que ele cuida de nós e tem o melhor para nós. Não reclamemos diante das tribulações pois é através das mesmas que Deus nos ensina a confiar e a esperar nele. Nossa fé, nossa dependência e confiança em Deus cresce a medida que o conhecemos, que aprendemos a depender e a esperar nele. Sejamos de fato o que Deus deseja que sejamos, rejeitemos todas as obras do pensamento humano que procedem do coração humano, nos submetamos ao Espírito, ao realizar da vontade de Deus, matando os feitos da carne e revelando a vida de Deus.