Ir onde Deus mandar

Nos vemos diante das situações do dia a dia, diante do que nos é pedido por fazer e temos obedecido? Temos a mesma determinação e zelo em servir a Deus como Paulo. Temos o mesmo coração de obediência revelado pelo nosso mestre e Senhor Jesus? Ou temos agido como religiosos, falamos, pregremos, proclamamos, mas não fazemos? Esta é a grande questão que temos que meditar e responder para nós mesmos.

 Nós cantamos sobre ir a onde Deus nos mandar em diversas canções: “solta a cabo da nau”, “vou até onde o teu Espírito me levar”, “Eis me aqui” e tantas outras que expressam obediência, submissão e um coração disposto a obedecer. Mas, no nosso dia a dia, temos vivido conforme falamos e cantamos, ou temos sido que nem “papagaio”? Repetimos, mas não temos nem ideia do que estamos falando.

Ou nossa atitude é como de Moisés? Olha, não sou capaz, manda outro, pois não sou bom, e blá, blá, blá, como ele falou: “Ele, porém, respondeu: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim.” (Êxodo 4:13).

Obediência, submissão é uma questão de atitude, de ação e não de palavras. Se esta obediência está somente no plano do falar, não temos sido diferentes de qualquer religioso desde a época de Jesus.

Religião, ir a missa, ao culto aos domingos não salva ninguém e nem leva a obediência a vontade de Deus. Podemos enganar a nós mesmos; mas esta é uma verdade muito simples. Vamos ao culto para ouvir uma palavra e cantar louvor? E quanto os dois não são bons, saimos a reclamar? Quando o tempo excede, também reclamamos? E as pessoas? Vemos as pessoas, relacionamos? Precisamos entender que obediência, fazer a vontade de Deus, ir onde ele determina, está muito além, de culto, reuniões ou ações especiais (programas). Viver de programas e ações não é viver o reino de Deus e nem sua vontade.

Jesus disse para irmos a todas as nações e fazer discípulos. Temos ido perto de nós? Temos obedecido na forma de ir? Ou vamos de qualquer maneira? Temos impingido uma palavra, pregado feito um louco; mas nossas atitudes não refletem o que pregamos. Falamos, mas não fazemos? Não adianta querer, pensar ou desejar ir longe, se perto não fazemos o que temos que fazer. O evangelho é para ser vivido, o reino de Deus é para ser experimentado no dia a dia, e não para ser falado ou algo sobre o qual pregamos; mas não experimentamos. Precisamos compreender que evangelho é um padrão, um modelo de vida, que reflete a natureza e a vida de Deus. Quando fazemos assim, então tudo que o Espírito determina para fazermos, faremos com alegria, sem questionar ou exigir direitos.

É difícil viver o reino de Deus com exigências, como: preciso disto ou daquilo, preciso de hotel de certo nível, tem que ter um rendimento de no mínimo tanto, tem que ser assim ou assado. E o pior de tudo isso, é fazermos exigências as pessoas, e não compreendermos quem está determinando, quem é o “chefe” de toda esta realidade.

Precisamos compreender quem nos comissiona para as coisas,  quem determina as ordens, quem provê os recursos e como provê. Jesus disse a uma pessoa que queria seguí-lo: “Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.” (Mateus 8:20)

Vamos lá! O que de fato queremos? O quanto estamos dispostos a servir e a obedecer a Deus no que ele pede de nós, especialmente, nos pequenos detalhes de nosso dia a dia? Temos expressasdo honra, obediência e amor a Deus, refletindo isso na vida das pessoas com quem convivemos?