Nós, o negativo de Deus!

Tudo que pensamos, tudo que desejamos envolve uma aspecto muito diferente do que Deus tem e deseja para as nossas vidas. Nós pensamos no que é belo e bonito, no que é forte, no destaque, no estar por cima, no ser melhor, no mandar, no exigir, no fazer cumprir a nossa vontade, não é? Mas o que Deus tem nos mostrado e nos ensinado desde os tempos antigo? O oposto disto. Parece simples, mas deveríamos olhar as nossas vidas como um negativo de um filme (embora isto já não exista, pode ser observado como recurso em câmeras digitais), ou seja, onde é preto, está branco, onde está branco é preto e assim a coisa funciona. Mas, o que isto tem haver conosco e com o Deus.

Em Isaías, o profeta fala de um Cristo diferente do que imaginamos ou pensamos, e até mesmo desenhamos ou arrumamos como ator em nossos filmes. Imaginamos alguém bonito, forte, que impõe pela presença; mas o que o profeta fala do Cristo, o Salvador dos homens? “Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.” (Isaías 53:1-7, BEARA). Tudo isso é o oposto do que imaginamos ou desejamos.

E agora, se olharmos os ensinamentos de Jesus,todos, sem exceção, falam do oposto que desejamos ou ansiamos, ou seja: fala de dependermos de Deus (sermos humildes) a sermos orgulhos; amar os nossos inimigos, a odiá-los; se alguém exige de nós algo, devemos dar mais do que é exigido; priorizarmos servir a sermos servido; morrermos para nós mesmos, nossa natureza, a querer preservá-la, de encontrarmos vida e paz, quando rejeitarmos tudo que somos ou pensamos; o maior é o que serve, não o que é servido. E assim, tantos outros ensinamentos. Isto não é o oposto do que desejamos ou pensamos?

Deus que poderia nos condenar, nos impingir a morte eterna, oferece-nos, gratuitamente, pelo seu filho Jesus, a justificação e reconciliação conosco, agindo em nosso favor (o oposto do que fazemos com quem nos ofende).

Por que Deus faz isso? Por que somos o oposto do que Deus deseja para as nossas vidas? Isto tudo por um simples motivo: por termos escolhido viver uma vida independente, uma vida sozinho, onde não dependeríamos dele, onde queríamos ser igual a ele. Mas ao pensarmos que poderíamos ser igual a ele, na realidade nos igualamos ao diabo em suas ações e atitudes. Nós nos rebelamos contra Deus e contra tudo que ele representa. Mas ele nos condena? Não, ele não nos condena, quem nos condena, somos nós mesmos a medida que rejeitamos a reconciliação, a justificação que nos é proposta em Cristo Jesus e oferecida gratuitamente por Deus.

Para experimentarmos a verdadeira vida, para termos paz e gozo pleno, devemos, nos sujeitar a Deus, entregar as nossas vidas a ele, para que na sua graça infinita nos conduza ao processo de santificação e compreensão da sua vontade, para que sejamos instrumentos, expressão do Deus vivo neste mundo.