Lei do amor

nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade.” (Filemon 14, BEARA)

Nesta carta de Paulo a Filemon, diante da situação e da necessidade, ele poderia ter determinado o que era para ser feito; mas o que Paulo faz? Ele pede consentimento, ele não exige, mas sim, solicita. Por que Paulo faz isto? Para que não houvesse obrigação, mas sim, liberalidade, para que existisse expressão de livre vontade, de fazer por querer, por espontaneidade. Precisamos entender que esta é a lei baseada no amor.

Quando há obrigação, quando existe a exigência, quando a imposição, não tem a manifestação do amor, da alegria de fazer, realizar o que é proposto.

Assim Deus faz conosco no relacionamento, na união que deseja estabelecer com todos nós homens. Poderia ele exigir de nós? Sim, tem poder para isso? Sim, tem a soberania para isso? Sim, tem; mas ele obriga, ele impoe? Não. Ele se revela, se mostra, deixa ser achado; fala da sua vontade e quer que amadureçamos e compreendamos o que é para ser feito.

O seu desejo para as nossas vidas é que tudo que façamos, que seja por livre vontade, por escolha, e como escolha, que seja como expressão de amor, de zelo pelas coisas do reino, pelo revelar da vida de Deus.

Se o que fazemos, se a forma como fazemos não tem levado as pessoas ao amadurecimento a compreensão da lei do amor, pois Paulo, também, afirmou que tudo, todas as exigências, todo o mover dos nossos relacionamentos, se resume no cumprir do amor. Amor não sentimento como nós normalmente entendemos, do fazer por prazer; mas da liberalidade, da disponibilidade de fazer pela necessidade, pelo desejo de suprir a necessidade do outro, por querer que seja maduro, que cresça.

A lei do amor se baseia na liberdade de escolha, e não na escolha do que mais apraz e tras mais alegria em fazer. A alegria de fazer o que é necessário, está no conhecimento e compreensão da natureza de Deus.

Quando compreendemos a natureza de Deus, quando compreendemos a sua expressão de amor por nós, então, como sacrificio vivo, como oferta voluntária, nos colocamos a disposição, não só para transformação que ele opera em nós, pelo novo nascimento, mas para que a sua vida se revele em nós e através de nós, alcançando todos os homens.

Devemos sim, escolher, como filhos de Deus, viver pela lei do amor, com o firme propósito de revelar a vida de Deus a todos os homens. Não constrangidos a isso, não por obrigação; mas como expressão de alegria, de livre vontade, em oferecermos a nós mesmos, para que a vontade de Deus se realize neste mundo.