“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber:Amarás o teu próximo como a ti mesmo.Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos.” (Gálatas 5:13-15).
Primeiramente vamos lembrar quais os frutos da carne que podemos dar vazão em nossas vidas: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” (Gálatas 5:19-21).
Temos muitas vezes o conceito equivocado de liberdade, achando que ser livre é poder fazer o que desejar e quando desejar. Sim, ser livre, é isto; mas mais do que isto, é ter o discernimento, é ter a capacidade de parar, avaliar e analisar se o que se pretende fazer é bom ou não para a realidade que afirmamos estar inseridos. Ou seja, o que pretendemos, o que queremos fazer edifica? É bom para os outros? Qual a motivação para fazer o que queremos ou nos propomos? Existe qualquer sentimento de orgulho, arrogância, inveja, hipocrisia? Ou mesmo qualquer sentimento de deboche, desprezo pelas pessoas e suas limitações?
O conceito de ser livre no reino de Deus não se limita ao podermos fazer o que queremos, como queremos e quando queremos; mas sim, se o que fazemos ou nos propomos a fazer cumpre ou não a lei do amor. Se a nossa ação não está baseada no amor, no princípio da edificação, do crescimento, do amadurecimento não representa a verdadeira libertação que foi concedida por Deus a nós através de seu filho Jesus.
Não fomos chamados para dar vazão aos nossos desejos, a vontade da natureza humana. Fomos chamados para sermos semelhantes a Jesus, para honrarmos o seu nome, para o glorificarmos em tudo o que fizermos. Esta é a coisa mais importante que precisamos entender.
Qualquer ação, qualquer palavra proferida que envolva qualquer fruto da natureza humana (carne) deve ser prontamente rejeitado em nossas vidas. Nesta ação está a verdadeira liberdade e expressão da lei do amor que recebemos de Deus.
Precisamos parar e refletir no que e porque estamos fazendo as coisas. Não podemos fazer para atender os nossos desejos e a nossa vontade, estamos aqui para que o nome de nosso Deus e nosso Senhor Jesus sejam glorificados. Fomos criados em Deus para revelarmos a sua natureza e vida aos homens. Mas se continuamos a revelar a natureza humana, que diferença iremos fazer? Poderemos dizer que somos filhos e imitadores de Deus?
Joguemos fora, rejeitemos em nossas vidas tudo que provêm da natureza humana, para que a vida de Deus se revele em nós e através de nós.