Transformar teoria em prática

Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra;a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:20-21, BEARA)

. “…. Porém o corpo não é para a impureza, mas, para o Senhor, e o Senhor, para o corpo.” (1 Coríntios 6:13, BEARA). “…e os que se utilizam do mundo, como se dele não usassem; porque a aparência deste mundo passa.” (1 Coríntios 7:31, BEARA).

O evangelho prescrito por Jesus e ensinado pelos apóstolos fala de algo real, algo para ser vivido diariamente nos nossos relacionamentos, fala de como experimentar e viver a vontade de Deus, e nos deixa um entendimento sobre o desejo de nosso Senhor Jesus, expresso em sua oração ao Pai, de forma tão clara e que deve ser o que devemos desejar zelosamente em nossas vidas: sermos um para que ele seja conhecido, para que o mundo creia que ele foi enviado pelo Pai. Para ser um precisa haver o entendimento que não é pensar a mesma coisa, e nem desejar que as pessoas pensem o que cada um de nós tem o entendimento; mas sim, o rejeitar o próprio desejo, pensamento e conhecimento, em favor do crescimento e amadurecimento uns dos outros, com sabedoria, é rejeitarmos toda obra que nega a vida de Deus em nossas vidas.

Na carta aos romanos, Paulo fala sobre isso, sobre transformar pela mudança do entendimento. Nós precisamos compreender de forma clara a nossa situação, a separação de Deus, o pecado (ausência da vida de Deus em nossos atos), a nossa morte. Tendo este entendimento e compreendendo que a justificação é algo concedido gratuitamente por Deus, através de Jesus Cristo e que não depende de nós, ou seja, a nossa reconciliação com o Pai, é resultante do seu amor e de ter enviado o seu filho para morrer em nosso lugar para que pudéssemos experimentar da sua vida.

Tendo sido reconciliados, através da morte na cruz, e nós precisamos ter o entendimento que fomos crucificados com Cristo na cruz, e que nesta morte, recebemos da vida de Deus, nascemos de novo, agora, não mais para andar como andávamos; mas sim, em novidade de vida, crescendo e aprendendo da vontade de Deus. Quando nascemos de novo, recebemos o Espírito Santo, que nos ensina todas as coisas, que nos conduz na vontade do Pai. Precisamos; portanto, aprender a ouvir a sua voz e a obedecê-la. Podemos escolher ouvir a nossa natureza, a nossa vontade, ou a vontade de Deus em cada situação. Se aprendemos a ouvir e a obedecer a vontade de Deus, o que de fato estamos fazendo, é negando a natureza humana, rejeitando-a, e andando segundo a natureza de Deus.

Quando negamos a nós mesmos, quando vivemos a mansidão, compreendendo que a obra é de Deus e que ele é quem é o dono; então, tudo ocorrerá segundo a sua vontade. Quando somos capazes de abrir mão do que pensamos, em favor do amadurecimento do irmão mais fraco e sem entendimento; então, aprendemos a ser um. Nossa responsabilidade, como instrumentos, como cooperadores de Deus, é dar o exemplo e levar cada um ao entendimento do que seja o querer de Deus, e a ensinar a cada um a abrir mão do egoísmo, da vontade própria em favor do crescimento e amadurecimento do corpo.

Para que cada uma das nossas atitudes possam expressar a natureza de Deus, precisamos compreender que tudo isso que vivemos é temporário, é passageiro, é como uma neblina. Precisamos ter o entendimento que a glória, a honra é para Deus e não para nós. Nós não somos importantes e nem fundamentais; mas sim, somos somente instrumentos para Deus realizar e cumprir a sua vontade.