“Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.” (Romanos 13:12-14).
É importante compreendermos o nosso papel, o que Deus tem para nós após conhecermos e compreendermos a sua graça e misericórdia. A nossa justificação trás para nós um peso muito importante perante as pessoas. É nossa responsabilidade compreendendo e experimentando da vida de Deus, revela-la as pessoas. Mas como fazer isso?
Tendo o entendimento da restauração e do processo de santificação como requisito e expressão do nosso zelo pelas coisas de Deus, devemos como filhos, mantendo os olhos fixos no autor e consumador de nossa fé, Jesus Cristo, sermos imitadores; mas como ser imitador e em que ser imitador?
Não devemos dispor a nossa vida, nova vida em Cristo, para atendimento das obras da carne (pensamentos, desejos, vontades). Uma vida voltada para atendimento de nossos desejos é uma vida centrada em nós mesmos, atendendo o nosso egoísmo e não para suprir a necessidade do próximo, como Deus revelou através de suas ações para conosco.
Paulo na carta aos romanos, fala sobre a justificação, sobre a salvação, e sobre a necessidade de mudança de atitude e mudar a forma de pensar, isto no capítulo 12 de sua carta. Mas o que ele propõe em seguida. Ele fala justamente sobre como viver, como devemos ter uma vida que não é voltada para a carne para nós mesmos e nossos desejos.
Nos capítulos 12 e 13, especialmente, Paulo escreve sobre como devemos andar, qual deve ser a nossa atitude, após termos sido regenerados pelo precioso sangue de Jesus, ou seja, como devemos tratar quem nos persegue, como tratar as pessoas diante de suas dificuldades e alegrias, como devemos tratar quem nos trata mal, quanto a ter paz com as pessoas, quanto a vingar, que atitude ter para com as autoridades, quanto a pagamento de impostos, dentre outras.
Deixarmos as obras das trevas e praticarmos as obras da luz implica em agirmos segundo os valores e atributos de Deus, abandonando tudo que seja contrário a sua natureza e que são revelados nos frutos da carne. Qualquer ação que envolva discussões infrutíferas, opiniões pessoais e divergentes, qualquer atitude de dissensão, facção, qualquer atitude de egoísmo, orgulho e arrogância humana, não fazem parte do reino de Deus.
Por isso, é importante, crescermos, amadurecermos, e agirmos segundo o coração de Deus, sua vontade e não como achamos, ou ansiamos para nós mesmos. Não podemos, como filhos de Deus, focar em nós, voltarmos para nós mesmos, mas sim, para o propósito e querer de Deus para as nossas vidas.