Cumprir o propósito

Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.” (Atos 20:24)

Estas palavras Paulo expressa quando voltando para Jerusalém, antes de ser preso. Ele sabia que ainda tinha coisa a cumprir, embora já tinha realizado muito daquilo que Deus tinha estabelecido mediante o seu oferecer como instrumento.

Já no final da sua, vida, escrevendo e instruindo Timóteo, ele fala: “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado.Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” (2 Timóteo 4:6-8).

Paulo conclamou aos irmãos para que fossem seus imitadores como era de Cristo. Devemos olhar, devemos conhecer um pouco da vida desta pessoa que tanto diferença fez para nós, para o evangelho de Deus e pela expansão dos valores do reino de Deus entre os homens. Seu oferecimento a Deus, o entregar a sua vida a Deus, reflete até hoje em nossos dias. Tudo que fez, as cartas que escreveu nos permitem compreender da vontade, do querer de Deus e do conhecer como devemos viver uma vida que agrada a quem declaramos amar e servir. E estas cartas, quando ele escreveu, não tinha em seu coração chegar até os nossos dias. Ele não sabia disto; mas Deus, sim. Talvez ele possa até ter reclamado com Deus sobre o estar preso ao invés de pregando o evangelho. Mas se não estivesse na prisão, provavelmente não teríamos as cartas que temos hoje. Por isso podemos dizer: como o nosso Deus é bom para com todos!

Não é uma questão de capacitação perante os homens, mas sim, perante Deus. Afirmam os estudiosos que ele não era um bom orador, não tinha aparência; mas tinha uma coisa que precisamos para os nossos dias: um coração zeloso, um coração comprometido, um coração que se oferecia como sacrifício vivo, como uma oferta a Deus, para ser instrumento, para se um vaso de honra, para ser usado como lhe aprouvesse ao seu Senhor e dono.

Deus o usou não porque conhecida profundamente a lei, não porque era culto em termos de conhecimento e capacidade analítica de uma determinada situação e ambiente; mas sim, porque se ofereceu (se colocou) nas mãos de Deus. Ele tinha um atributo que precisamos ter em nossos dias: zelo pelas coisas do reino, amar ao Senhor sobre todas as coisas, não se preocupar com a sua honra, com o seu nome; mas sim, com o  nome daquele que o havia chamado. Paulo compreendeu a graça de Deus, compreendeu o perdão de Deus; por este entendimento, simplesmente se ofereceu para fazer o que Deus desejasse que ele fizesse.

Precisamos compreender uma coisa e vemos isto em todas as suas cartas. Paulo não se considerava dono da igreja, não se considerava o dono da obra; ele só tinha uma coisa em mente, realizar a obra que a ele era instruído fazer, não importava o que iria passar, não importava as dificuldades e problemas a enfrentar, ele sabia quem o havia chamado, e para ele, a loucura de Deus era mais sábia que toda a sabedoria humana. Por exemplo: quando volta para Jerusalém, ele sabia que o que o esperava eram cadeias e tribulações; mas ele desistiu de ir, mesmo com os pedidos dos irmãos? Não. Por que não deixou de ir? Porque ele fazia o que o Senhor lhe pedia.

Queremos cumprir o propósito de Deus para as nossas vidas? Queremos chegar ao fim de nossos dias e podermos afirmar que cumprimos o que Deus tinha para nós? Se sim, o primeiro passo, é nos oferecermos. Oferecermos as nossas vidas, nossos membros, tudo que somos para Deus e seu reino. Não podemos reter, não podemos querer defender os nossos direitos e a nossa vontade. Não dá para viver a vontade de Deus e a nossa vontade. Estas são opostas entre si. Nós olhamos para nós e para os nossos desejos, Deus nos ensina a olharmos para os outros, para as suas necessidades. Devemos aprender e querer cumprir a vontade de Deus, nos oferecer  e então; fazermos morrer a natureza humana que luta contra a vontade de Deus. Se não fizermos isso, nunca cumpriremos o querer e a vontade de Deus para as nossas vidas.