Nossa atitude e a vontade de Deus

a quem se dirigiu, dizendo: Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo;por isso, uma vez chamado, vim sem vacilar. Pergunto, pois: por que razão me mandastes chamar?” (Atos 10:28-29). “Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável.” (Atos 10:34-35). “Pois, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus?E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida.” (Atos 11:17-18).

Uma coisa precisamos entender e de forma muito clara é com relação a vontade de Deus, seu plano e propósito que serão cumpridos e realizados independente do que pensemos ou façamos, nossa opinião ou atitude que tomamos.

Pedro conhecendo e compreendendo a vontade de Deus, que era do Seu desejo que estivesse naquele lugar, naquela casa, como ele começa a falar com as pessoas que não eram da raça dos judeus? Ele de imediato coloca uma barreira, que em situação normal, seria intransponível, se não fossem pessoas que estivessem abertas a ouvir a mensagem de Deus; pois a primeira coisa que ele fala, é sobre a acepção, sobre não relacionar e demonstrar claramente que o que estava fazendo era contrário a sua raça. Devemos adotar esta atitude nos relacionamentos e nas ações que realizamos quando o Espírito determina? Não, isto que precisamos aprender. Esta frase de Pedro era totalmente dispensável, poderia simplesmente falar que estava ali, porque Deus o havia enviado (não precisava acrescentar mais nada, independente de suas convicções pessoais).

Nós temos a mania de querer preservar nossos valores, os significados externos do que não é importante, como aparência, como a simbologia dos rituais, dando mais importância a isso do que ao que Deus tem para nós que é eterno e deseja que façamos e realizemos.

E qual foi a atitude dos irmãos em Jerusalém, depois do que Pedro fez? Não muito diferente da atitude de dele. Condenavam-no por ter entrado, por ter batizado. Não é o que deixa explicita a pergunta que fizeram e a atitude que tiveram? Quantos de nós não fazemos a mesma coisa?

Precisamos compreender que Deus opera em nossas vidas, na transformação que quer realizar, de maneira que o que foi feito interiormente, seja expresso em atitudes e palavras. Deus busca os verdadeiros judeus, aqueles que são convertidos no coração que tiveram o coração circuncidado, que são voltados plenamente, com todo o zelo, para cumprir o seu desejo e a sua vontade.

Precisamos aprender a estar aberto em cada situação que vivemos a revelar a graça e o amor de Deus e não os nossos valores, não a nossa restrição e acepção de pessoas que cometemos em nossos atos. Precisamos parar de olhar com os olhos naturais e passarmos a enxergar segundo os valores do reino de Deus. Deus nos chamou para realizar e cumprir a sua vontade e não para fazermos o que achamos ser certo ou errado, se está ou não segundo o nosso código de ética e valores naturais e regras humanas. Quando vamos repensar a nossa maneira de ser e agir para com os homens? Quando vamos compreender o nosso papel no reino e no realizar e cumprir do querer de Deus?