“Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma?Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” (Miquéias 6:7-8, BEARA).
Podemos nos perguntar sempre qual a razão de nosso viver e o que devemos fazer. Podemos não compreender todas as coisas, podemos não ter entendimento; mas pecisamos viver de forma que seja compatível com o propósito de vida que Deus tem para nós. Precisamos compreender os conceitos, a vontade e o desejo de Deus; sem isso, não conseguiremos entender e nem dar sentido ao que temos que fazer.
Uma vida sem “norte” é uma vida sem propósito. Um vida sem propósito é uma vida que não faz qualquer sentido. Existimos e estamos neste mundo para cumprir e realizar algo, não simplesmente para passarmos por ela. Ou mesmo, simplesmente para pensarmos como muitos: “recebemos a salvação, compreendemos a graça de Deus, agora é só esperar a volta do Senhor, quando irá restaurar todas as coisas”.
Deus nos chama para andarmos com ele. Para fazermos parte do seu propósito, para realizarmos a obra que ele designou aos homens. Não podemos viver cada dia, como se fosse simplesmente mais um dia, mais uma página a virar, até que os nossos dias se consumam. Isto não quer dizer que também, devemos ter o entendimento do propósito de Deus, compreendermos o ir, o revelar o reino de Deus, falar do reino de Deus, nos matar de trabalhar em prol do que cremos se não fizermos da maneira correta.
O Senhor não quer sacríficio, não quer nada que provêm de nossas mãos. Nós, pela nossa própria natureza não podemos fazer nada que possa agradar a Ele. Nossas ofertas pela força de nosso braço, não são aceitáveis e nem traz alegria ao Senhor.
Ele espera que pratiquemos a justiça, mas se não tivermos o entendimento da justiça divina de forma alguma vamos fazer o que ele espera de nós. A justiça de Deus se revela em Jesus Cristo, onde nós separados, mortos, sem comunhão com Deus; ele provê o caminho a forma e compartilha conosco a sua vida. Quando falamos da justiça de Deus estamos falando da mesma atitude para com as pessoas. Ajudarmos, repartirmos, compartilharmos o que recebemos, seja material ou espiritual. Não podemos viver isolados, egoísticamente, mas devemos praticar esta justiça divina.
A outra coisa que precisamos revelar em nosso dia a dia é a misericórdia para com as pessoas, é termos compaixão pela miséria, pelo dor, pela situação daqueles que estão a nossa volta e nos movermos em favor destas vidas; tanto no plano material, como no plano espiritual. Não podemos falar de misericórdia, se não revelamos misericórdia. Não podemos falar de graça, se nossas vidas não se movem em favor dos outros, merecendo ou não os nossos atos. Devemos fazer não porque merecem, mas porque Deus se move em favor de todos nós.
E dependência daquele que é o autor da vida. Ou o mesmo que andarmos em humildade diante de nosso Deus; pois humildade nada mais é que a dependência completa para tudo que temos que fazer. Se compreendemos que tudo que somos, temos e fazemos procedem de Deus; então temos andado conforme a vontade de Deus. Quando temos o entendimento que tudo que fazemos, tudo que somos, tudo que recebemos procedem de Deus e que somos meros administradores daquilo que está conosco, então temos vivido segundo o fundamento de vida que agrada ao nosso Deus.
Os nossos atos de jutiça (segundo a justiça de Deus), de misericórdia (nos mover em favor das vidas sem qualquer segregação de merecimento ou não, sem qualquer expectativa de retorno pelos nossos atos), e se fazemos tudo isso, na dependência completa do criador; temos andando segundo o propósito de vida. Levamos o reino a todos os lugares, trabalhamos em favor do amadurecimento e crescimento das pessoas, expressamos a vida de Deus, e fazemos o reino de Deus conhecido. Ser sal e luz, esta é a vontade de Deus.