Manifestar compaixão

Ter compaixão é manifestarmos o pesar pela infelicidade, sobre o mal, o infortúnio que recai ou pode recair sobre alguém. A compaixão associada a graça (que é fazer algo em favor de alguém sem qualquer merecimento) leva nos a atos de misericórdia, que é o manifestar em atitude a graça e a compaixão pelas vidas, trazendo a indulgência, o perdão concedidos por Deus.

No livro de Jonas, no final do mesmo, Deus fala de compaixão para com a cidade de Nínive. Mesmo, que os seus atos fossem dignos de destruição, Deus oferece, através do profeta, a esta cidade a oportunidade do arrependimento. E esta cidade se arrepende de seus atos, então Deus, não cumpre a determinação de destruir a cidade. Mas Jonas, questiona esta atitude de Deus, pois sabia que ele iria manifestar compaixão e perdoar. No final do livro, diz o seguinte: “Então, perguntou Deus a Jonas: É razoável essa tua ira por causa da planta? Ele respondeu: É razoável a minha ira até à morte.Tornou o Senhor: Tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu;e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” (Jonas 4:9-11).

E nós? Quantos de nós temos agido como Jonas? Nós que somos a expressão da graça de Deus, revelação da sua misericórdia, do seu amor para com os homens; o quanto temos expressado de fato a compaixão que nos leva a mover em favor das vidas? Temos deixado nossos castelos de tranquilidade, de preguiça, ou mesmo arrogância e prepotência e nos movido em favor das pessoas e revelado a graça de Deus? Ou somos como Jonas, temos torcido pela punição e condenação de Deus sobre as pessoas?

Somos dos que acolhem, recebem, ou daqueles que antes de mais nada, antes mesmo de conhecer, já estamos condenando e apontando os defeitos e a condenação de Deus? Precisamos parar de assumir um papel que não foi a nós atribuido por Deus. Ele não nos colocou como acusadores dos homens. Este é papel de Satanás, como o próprio nome diz, “o acusador dos homens”. Nosso papel é acolher, receber, revelar graça, misericórdia e a vida de Deus. Não estamos aqui para condenar, para apontar. Quem leva as pessoas ao arrependimento é o Espírito Santo. Ele que convence do pecado, não nós. Nosso papel é falar, e principalmente viver a vida de Deus, revelar os seus atributos, ou seja, sua graça, compaixão e misericórdia para com todos os homens. Quando há luz em nossas vidas, então, esta luz irá trazer a consciência de todo o seu pecado. A nós compete falar como expressão de amor e graça, ensinar, admoestar; mas não condenar. Não somos Deus, somos instrumentos de Deus. O próprio Jesus disse que ele não condenaria; mas sim as suas palavras.

Nosso papel é termos a consciência do mal que há de sobrevir a todos os homens, se permanecerem na situação em que estão, manifestarmos a compaixão de Deus, nos  movendo em favor das vidas, para que conheçam do amor e do perdão de Deus disponível a todos que desejam se reconciliar com ele através de Jesus Cristo. O mundo já está condenado, não podemos impingir mais pecado, mais condenação, temos, sim, que nos mover em favor destas vidas, para que através da luz, possam compreender a sua situação e se voltarem para o Senhor; assim como nós fizemos.