“Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás. Mas ao ímpio diz Deus:De que te serve repetires os meus preceitose teres nos lábios a minha aliança,uma vez que aborreces a disciplinae rejeitas as minhas palavras? Se vês um ladrão, tu te comprazes nele e aos adúlteros te associas. Soltas a boca para o mal, e a tua língua trama enganos. Sentas-te para falar contra teu irmão e difamas o filho de tua mãe. Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual;mas eu te argüirei e porei tudo à tua vista. ” (Salmos 50:14-21, BEARA).
Nas palavras do salmista vemos claramente o que agrada e o que não agrada a Deus. Podemos observar que não é o que falamos; mas sim, nas motivações, nas razões, e no que fazemos que está a verdadeira expressão de louvor, de honra e de glorificação do nome de Deus.
Não é o nosso muito falar sobre os preceitos e valores do reino que está o verdadeiro ato de amor e expressão da aliança com Deus; mas sim, nas nossas atitudes, no que fazemos, nas motivações de nosso coração.
A questão não é convencermos as pessoas a frequentarem uma igreja, a afirmarem que são cristãs; mas sim, em transformar as atitudes, em levar as pessoas a viverem como cristãs e a vivermos da mesma maneira; isto pois, se falarmos sobre Jesus, sobre Deus, sobre o seu amor, sobre o que ele faz e opera; mas não vivermos conforme pregamos, então não seremos instrumentos de revelação e manifestação da graça e do amor de Deus. Nós, em nossas atitudes, não estamos praticando os atos de justiça proclamados por nosso Deus.
A grande questão não é dizermos quem somos, mas sermos expressão do que somos. O nosso amor não é uma questão de sentimento; mas se ação, de realizar obras que expressam o amor a Deus. Não é dizermos que amamos a Deus; mas obecedermos a sua palavra, é cumprirmos o que ele prescreve, como Jesus mesmo afirmou: “quem me ama, obedece aos meus mandamentos”. Manifestarmos obras da justiça é revelarmos a Sua graça, misericórdia, compaixão para com todos os homens, é nos compadecermos de todos.
Quando assim não agimos, estamos na realidade, andando segundo o pensamento do mundo, e praticando atos de injustiça, ou seja, de impiedade. Quanto mentimos, quando somos hipócritas, quando desprezamos as pessoas, quando fazemos acepção de pessoas, quando falamos mal uns dos outros, quando negligenciamos o socorro, quando usamos mal os recursos que Deus provê, buscando unicamente o atendimento de nossos prazeres, quando somos egoístas, orgulhos, jactanciosos, prepotentes, arrogantes; o que estamos fazendo? Praticando os atos de impiedade que o nosso Deus condena e que são contrários a sua natureza.
O que é aborrecer a disciplina? É rejeitar, desprezar, não dar atenção as correções que são oriundas de Deus. Isto é ato de rebeldia a vontade de Deus. Nós se quisermos viver uma vida que agrada a Deus, devemos colocar o nosso coração em obedecer e cumprir a vontade do Pai. Qualquer ato contrário a vontade e o querer de Deus é uma expressão clara de proselitismo, de religiosidade, de rebeldia, que expressa o desprezo pela vontade e o querer de Deus. É uma atitude de demonstração que não honramos e não glorificamos a Deus e que não importamos com quem ele é.
Precisamos refletir em nossos corações, em nossas atitudes para então, revermos as nossas atitude, nos arrependermos, e assim, mudarmos, alterarmos o caminho de nossas vidas e nos colocar em obedecer, em cumprir o desejo de Deus. Quando assim fazemos, então Ele vem em nosso socorro, nos capacita, nos disciplina e nos ensina como andar em seus caminhos, em como cumprir e obedecer a sua vontade. Renovemos a nossa aliança, busquemos ao Senhor de todo coração, obedeçamos a sua vontade.