O verdadeiro cristianismo

“recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo,” (1 Tessalonicenses 1:3, BEARA).

Estes são os aspectos de um cristianismo real: uma fé que opera, que leva a ação, porque Deus falou, cremos, e por crermos fazemos; por isso deixamos os ídolos (qualquer coisa que assuma posição acima de Deus ou no lugar de Deus em nossas vidas) e convertemos ao Deus verdadeiro, ocupando ele o lugar merecido em nossas vidas, e em quem depositamos total confiança e declaramos em atos e palavras a nossa dependência. Um amor que labuta no serviço do Senhor, em favor do reino, abrindo mão de interesses próprios, vontade própria, para levar a todos ao conhecimento da vontade e da graça de Deus. E uma esperança inabalável no Senhor, que se firma na paciência e na certeza da vinda do Senhor. Esperança de que toda a vontade de Deus há de se cumprir; mesmo que tudo pareça impossível de se realizar; e isto, porque ele prometeu.

Por isso, como filhos, como amados de Deus, tendo sido restaurada a comunhão com o Pai, através de nosso Senhor Jesus, tendo nascido de novo, agora novas criaturas, espirituais; tendo recebido da graça abundante, da vida eterna que procede de Deus; tendo recebido o Espírito que nos ensina e guia em toda a vontade do Pai, e nos faz lembrar de todas as palavras do Senhor; devemos viver uma vida que agrada ao Senhor, sendo transformados de glória em glória, para a revelação do Senhor, devemos buscar a santificação, através do conhecimento do Senhor e de sua vontade.

Tendo e sempre lembrando que o nosso alvo é sermos semelhantes ao Senhor, que a nossa vida não está neste mundo; mas em Deus, devemos, como membros do corpo, como pais a filhos (não dominando, mas desejando que cada um cresça, e até mesmo exceda em todo conhecimento e vida prática o que somos), admoestarmos uns aos outros para a edificação, para a santificação, para abandonarmos as práticas e valores deste mundo, para revelarmos o reino de Deus através de nossas vidas, por isso,precisamos, como Paulo nos ensina: “Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos. Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos. Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal. O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Tessalonicenses 5:14-23, BEARA).

Como filhos, devemos buscar, incessantemente, em todo o tempo, em todo o lugar, revelar a natureza de Deus. Para revelarmos esta natureza, devemos morrer para a humana; pois sem a morte desta, de forma alguma a vida de Deus se revelará em nós e através de nós.

Coloquemos o nosso coração em revelar a vida de Deus que está em nós, como instrumentos úteis ao reino e ao cumprir da vontade do Pai, pois para isso existimos e para isso fomos reconduzidos a Deus, através de Jesus, nosso Senhor.