Qual o maior desejo de nossas vidas em tudo o que fazemos? Que sejam duradouros, que durem, que permaneçam, não é verdade? Não é o que desejamos para as nossas amizadades? Não é o que pensamos com relação ao emprego, ou mesmo empreendimento que nos propomos a fazer? Não é com relação a um namoro, e principalmente com relação ao casamento? Nós nos casamos “para sempre”, queremos um emprego “que dure”, amizade que sejam “permanentes”. Mas, temos alcançado isso? Que resultado temos visto em nossas vidas? Nas vidas dos que nos cercam?
Falta nos conhecimento sobre como fazer um relacionamento durar para sempre? Na maioria da vezes não, sabemos o que devemos fazer; mas fazemos? Não! Por que?
Por um simples motivo, porque tudo que queremos fazer, sempre fazemos na carne. Mas o que é fazer na carne? Temos o entendimento do que seja carne? Oramos a Deus para nos transformar, para nos mudar, esperando um milagre de Deus para a próxima manhã. Pedimos para restaurar os nossos relacionamentos, sejam amizadas, seja casamento, e tantos outros que estamos envolvidos; mas este milagre nunca vem. Por que? Por um simples motivo, não entendemos os processos de Deus e desconhecemos a palavra de Deus.
Por exemplo, quando Paulo escreve aos galátas: “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.” (Gálatas 6:8, RA Strong). O que tem este versículo a ver com os nossos relacionamentos que desejamos que dure? Sabemos o que ele significa, compreendemos, temos o conhecimento; mas não sabemos como transformar este conhecimento em prática nas nossas vidas.
Por que isso? Por que temos, na nossa natureza humana, uma caracteristica fundamental que precisamos sempre lembrar, queremos as coisas de forma fácil, queremos em nossas mãos, queremos receber pronto. Não são assim os processos de Deus.
Deus não vai fazer um milagre na nossa vida, não vai nos mudar da água para o vinho no que tange a alma. Ele já fez, isso quando entregamos o nosso coração a Jesus, e nos submetemos a ele como Senhor e Salvador de nossas vidas. Deus não só nos capacitou para vivermos segundo a sua vontade, como já deu tudo que precisávamos para viver segundo o seu coração. Agora, queremos? Estamos dispostos, a viver segundo o ensinamento de Jesus? Estamos dispostos a crucificar a carne, a por a mão no arado e não olhar para trás, a pegar a nossa cruz e segui-lo?
Sabemos que somos formados de corpo, alma e espírito. Quando entregamos nossas vidas a Jesus, no novo nascimento, o nosso espírito é restaurado, a nossa comunhão e relacionamento com Deus e restaurada, o Espírito Santo do Senhor, vem para habitar em nosso espírito e para no ensinar todas as coisas concernentes ao reino de Deus. Mas a alma, ela continua a mesma. O que precisamos, compreender, que a jornada de santificação, é o processo de Deus, para que nós, pelo governo do espírito, subordinado ao Espírito Santo, possa governar a alma, direcionar as suas ações. Quando falamos de mortificar a carne, estamos falando deste processo. Ou seja, de fazer com que a nossa alma, nossa vontade, nossos sentimentos, nossa mente, se renovem, submetendo ao governo espírito para cumprir a vontade de Deus.
Semear para carne é continuar permitindo que a alma (nossos sentimentos, mente, nossa vontade que sempre tivemos no mundo) governe as nossas ações. Precisamos deixar de querer cumprir os desejos da “carne”, para cumprir as determinações do Espírito Santo que nos guia em toda a vontade do Senhor e no realizar do propósito do reino de Deus.
Então voltando aos relacioamentos, como podemos ter relacionamento que durem? Somente quando fazemos a nossa vontade, os desejos da alma, da natureza humana, serem mortificados. Pois quando assim fazemos, agiremos no espírito seguindo a natureza divina que nos foi dada no novo nascimento.
Bom, mas como isso pode acontecer? De forma muito simples, quando estamos errado em um relacionamento? Na carne, achamos que estamos sempre certos, e no espírito, sempre errados, somos nós, certos ou não, é que primeiramente, agimos no sentido de pedir perdão. Quando alguém nos agride, como devemos reagir, da mesma maneira? Não, respondemos com mansidão. Quando alguém nos ofende, como reagimos, com ofensas? Não.
Estas respostas que damos aos nossos relacionamentos determinarão, a durabilidade dele. Se semearmos para a carne, iremos colher coisas da carne; mas se recebemos coisas na carne, e respondemos, plantando os frutos do Espírito, então, não só teremos relacionamentos duradouros, como seremos agentes de Deus para transformação dos outros; pois os nossos atos serão santos. Quando assim, agimos, estamos realizando o processo de santificação que é o desejo de Deus para as nossas vidas. Estaremos imitando o Senhor Jesus em tudo o que fizermos.
Por isso: “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” (Gálatas 5:24, RA Strong). Como: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” (Gálatas 5:16-17, RA Strong), assim como está escrito na carta aos gálatas: “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Gálatas 5:14, RA Strong). Se amamos os outros, como a nós mesmos, somente faremos aos outros, o que desejamos que os mesmos façam a nós e para nós. Responderemos aos outros, com desejamos que eles nos respondam.