Negamos a Deus através de nossos atos?

“Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo, então, que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo ele a causa, que lhe responderia eu? Aquele que me formou no ventre materno não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre? Se retive o que os pobres desejavam ou fiz desfalecer os olhos da viúva; ou, se sozinho comi o meu bocado, e o órfão dele não participou (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como se eu lhe fora o pai, e desde o ventre da minha mãe fui o guia da viúva.); se a alguém vi perecer por falta de roupa e ao necessitado, por não ter coberta; se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com a lã dos meus cordeiros; se eu levantei a mão contra o órfão, por me ver apoiado pelos juízes da porta, então, caia a omoplata do meu ombro, e seja arrancado o meu braço da articulação. Porque o castigo de Deus seria para mim um assombro, e eu não poderia enfrentar a sua majestade. Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: em ti confio; se me alegrei por serem grandes os meus bens e por ter a minha mão alcançado muito; se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava esplendente, e o meu coração se deixou enganar em oculto, e beijos lhes atirei com a mão, também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima. ” (Jó 31:13-28, RA Strong)

Estas palavras de Jó pesam em nosso coração, pois muitas vezes temos negado a Deus, negado a sua natureza justamente pelas ações que Jó condena e que ele se questiona o tempo todo. Temos nós tolhido o direito daqueles que trabalham para nós? Temos dado o que lhes é direito ou temos usurpado? Como temos agido para com o órfão, para com a viúva e para com aquele que necessita? Nossas vidas têm sido exemplo daquilo que Deus é, ou o temos negado com as nossas ações e palavras?

Não adianta querermos “tampar o sol com a peneira”. Nossas atitudes refletem o que está em nosso coração. Se o nosso coração é egoísta, se o nosso coração é cheio de cobiça então todas as nossas atitudes serão permeadas por ações que contrariam a natureza de Deus e a sua justiça. Não adianta queremos nos enganar com falsas atitudes. Tudo que temos que fazer; tudo que temos que revelar é a natureza de Deus. Não conforme pensamos e nem cheia de religiosidade, mas ela como é pura e santa. Devemos como filhos cuidar do interesse de todos, e não torcer o direito de alguém por que temos influência e poder. Devemos olhar as necessidades dos que precisam, precisamos guardar o direito do órfão e não extorqui-lo. Assim deve ser a nossa atitude para com a viúva e para com qualquer um que necessite.

Não podemos como filhos, revelar uma natureza diferente do que o Pai revela. Não podemos manifestar uma justiça diferente do que a que Deus manifesta. Somos filhos para revelarmos em todas as nossas ações o que o nosso Deus é. E isso, fazemos em fato e em verdade, sem hipocrisia, sem mentiras, sem palavras cheias de manipulação.

Como filhos que somos, devemos revelar a justiça de Deus. Justiça que procede do trono de graça e não da mente humana e da vontade do homem. A justiça divina transcende qualquer capacidade de raciocínio humano. Na justiça de Deus, ele procura distribuir o que tem para quem não tem. E faz isso, sem cobrar nada de quem recebe, mas cobrando um alto preço de si mesmo. Pois foi assim que Ele agiu para conosco ao dar o seu filho, de forma que na sua morte e ressurreição fôssemos reconciliados com o Ele e recebêssemos vida, vida eterna que procede do trono da graça.

Quantos queremos viver segundo o coração de Deus, manifestando em cada ato, em cada gesto, em cada palavra aquilo que o nosso Deus é, e não simplesmente sendo religiosos, cheios de hipocrisia e falsidade?