Mostrarmos que somos servos de Deus

Somos servos? Compreendemos o que significa ser servo? Compreendemos que tipo de servo devemos ser? Compreendemos o exemplo de Jesus, sua atitude e ação para com os seus discípulos ensinando-os sobre as coisas do reino? Que atitude é esperada de nós?

Precisamos compreender, precisamos, sempre, ao colocar os nossos desafios, os sonhos, especialmente quando um ano começa, quando temos a oportunidade de refletir quem somos e porque estamos aqui neste mundo e qual a razão do nosso viver.

Enquanto acharmos que somos alguma coisa, que somos bons, que temos algo de bom para oferecer as pessoas, que as questões morais devem ser impostas e estabelecidas, que regras precisam ser determinadas para que as pessoas vivam de forma correta ou enquanto pensarmos que podemos fazer alguma coisa para mudar a realidade das pessoas, então não compreendemos o nosso papel, não compreendemos a nossa situação e não compreendemos o quanto somos miseráveis diante do trono da graça de Deus.

O nosso orgulho, a nossa arrogância nos impedem de enxergar a nossa realizadade. Precisamos nos despir de tudo isso, de toda essa velha natureza para experimentarmos toda a vontade de Deus para as nossas vidas. Precisamos viver a realidade plena do evangelho pregado por Jesus e proclamado pelos seus discípulos.

Paulo, em sua segunda carta aos coríntios escreve de forma simples, mas clara quando afirma: “Por meio da nossa pureza, conhecimento, paciência e delicadeza, mostramos que somos servos de Deus. Por meio do Espírito Santo, temos mostrado isso pelo nosso amor verdadeiro, pela mensagem da verdade e pelo poder de Deus. Por vivermos em obediência à vontade de Deus, temos as armas que usamos tanto para atacar como para nos defender.” (2 Coríntios 6:6-7, NTLH).

Fora do Espírito Santo, não tem como vivermos a vontade de Deus. Fora do Espírito não temos como revelar amor, bondade, graça, misericórdia, compaixão, paciência, perserverança. Fora da obediência não temos as armas para lutar.

Se nossas vidas não é expressão de um amor por Deus, de um amor para com o próximo (os dois maiores mandamentos, e cumprindo-os cumprimos toda a lei). E conforme esta escrio na carta aos romanos, tudo se resume no amor. Se não for o amor, amor revelado em atitudes, em ações pelas vidas, no proclamar e revelar o reino de Deus, não existe amor. Mesmo que façamos obras, todos os tipos de obras, mas nossas atitudes não estão revestidas do amor de Deus, estamos fazendo simplesmente barulho, mas não distribuindo graça.

Quando Jesus explicou, ao lavar os pés, que os discípulos precisariam entender o que era ser servo, e que Ele deixava exemplo, aquela atitude foi clara para os doze; pois quem lavava os pés era o servo de pior condição, o mais baixo, o que não tinha qualquer motivo para orgulho. Era aquele que não tinha ninguém pior que ele na sociedade.

Somos capazes de aceitar as ofensas, comos capazes de aceitar a arrogância dos outros e continuar a revelar a graça e o amor de Deus? Se não, é porque não entendemo o que seja ser servo, não compreendemos o exemplo de Jesus, não compreendmeos o que seja mostrar e revelar o nosso Deus ao mundo. Precisamos entender que os valores do reino não são os valores desse mundo. Os princípios de nosso Deus não são os mesmos do mundo. Viver o reino de Deus sem nos despirmos da natureza humana, dos valores desse mundo é impossível. Podemos andar no mundo, mas não para viver os dois reinos simultaneamente.

Que o nosso propósito, que o nosso sonho, que o nosso desejo seja um só: Sermos e revelarmos que somos servos de Deus. Que a única coisa que nos importa é fazer o reino de Deus conhecido nesse mundo e que a graça e amor de Deus alcance o coração de todas as vidas que  nos cercam.