O quanto nossa vida tem sido semelhante a dos participantes dessa parábola de Jesus? Quantas vezes e por que temos recusado o que nos tem sido oferecido por Deus? Quais são os motivos de nossa recusa em sermos cidadãos do reino de Deus e de viver como é preconizado para nós? Seria o emprego? Seria a família? Seria o sonho da casa? Seria por que queremos fazer alguma coisa antes? Ou por que não confiamos em Deus?
“… Certo homem deu uma grande ceia e convidou muitos. À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado. Não obstante, todos, à uma, começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me tenhas por escusado. Outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te que me tenhas por escusado. E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir. Voltando o servo, tudo contou ao seu senhor. Então, irado, o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Depois, lhe disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar. Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa.” (Lucas 14:16-23, BEARA). Ou mesmo como temos agido com relação àqueles que amamos nesse mundo? São eles capazes de nos impedir de fazer a vontade do Pai? “Se alguém vem a mim e não aborrece (aborrecer é amar menos) a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:26, BEARA).
O grande motivo de não vivermos o reino de Deus da forma como agrada a Ele é porque não compreendemos a morte. Não compreendemos que se não morrermos, não morrermos para os nossos desejos, nossa vontade, nossa carne, nossos interesses; não podemos ser discípulo de Jesus. Somente, quando aprendemos o que significou a morte de Cristo na cruz, e a nossa morte com Ele na cruz, e não tomamos a cruz todos os dias, momento após momento, não viveremos a verdade do reino de Deus que nos é proposta pelo nosso Deus, como Jesus afirmou: “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:27, BEARA).
Viver o reino é uma decisão que tomamos, de querer conhecer e experimentar da verdadeira vida, da verdadeira libertação que podemos ter em Cristo Jesus (conforme suas promessas). Quando sentamos e tomamos a decisão de que vale a pena confiar em Deus, vale a pena acreditar em suas palavras. Vale a pena, pegar o nosso fardo e colocar aos pés da cruz, e assim pegar o fardo do Senhor; pois Ele prometeu que o mesmo é leve, e que encontramos descanso para as nossas almas. Assim como o Senhor falou: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.” (Lucas 14:28-30, BEARA), “Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz. Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo. ” (Lucas 14:31-33, BEARA).
O que queremos ser? Religiosos ou cidadãos do reino de Deus? O que buscamos: a vontade do Pai ou a nossa? Estamos aptos para o reino? Queremos ser sal nessa terra ou não? Pois como o Senhor falou: “O sal é certamente bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor?” (Lucas 14:34, BEARA). Temos como restaurar o sabor do sal? Ou deve ser jogado fora? Temos entendido o que é ser cristãos, ou estamos enganando a nós mesmos?