Guardar-se dos próprios interesses

“E Jesus disse aos discípulos: — Se alguém quer ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? Pois não há nada que poderá pagar para ter de volta essa vida.” (Mateus 16:24-26, NTLH)

Por que não podemos fazer e tomar essa atitude tão simples que Jesus determina para os seus seguidores? Por que achamos que preservando os nossos interesses, buscando os nossos sonhos viveremos a vontade de Deus e seremos agradáveis a Ele? Por que não compreendemos o que significa “morrer para nós mesmos”?

O evangelho não mudou, os sonhos e interesses dos homens também não. Há dois mil anos Jesus proferiu essas palavras, como uma alerta para quem deseja ser seu seguidor e alcançar a verdadeira vida e esse mesmo alerta é válido para nós hoje, mesmos cercados de tanta tecnologia e conhecimento.

Nós queremos viver os sonhos de Deus para as nossas vidas, não segundo a natureza de Deus; mas segundo a nossa natureza. Precisamos compreender que são incompatíveis. Não existe vida de Deus, vivendo segundo o que pensamos e achamos.

A verdadeira vida encontramos e desfrutamos quanto morremos para nós mesmos, para os nossos desejos e sonhos. Quando assim fazemos aprendemos a viver segundo o coração do Pai. Quando vivemos segundo o coração do Pai, desfrutamos dos verdadeiros sonhos de Deus para as nossas vidas.

Se vivemos as nossas vidas pensando em nós mesmos, em resolvermos os nossos problemas, em vivermos primeiro o que pensamos ser o melhor para nós, então, não estamos vivendo para Deus. Estamos enganando o nosso coração, mesmo que pensemos que ir a local de reunião todos os domingos, encontrar nos pequenos grupos durante a semana é mais que suficiente para viver o evangelho. Fazer isso, nada mais é que religiosidade, e andar segundo o pensamento do homem. Se não conseguimos viver o evangelho dentro de nossas casas; se não somos capazes de abrir mão de nossos interesse em favor dos outros; se no ambiente de serviço tratamos todos com um relacionamento diferente do proposto pelo evangelho;  se consideramos as pessoas como incapazes, que não querem fazer; se tratamos mal as pessoas, então não temos vivido o evangelho.

Se primeiramente pensamos em alcançar a promoção; ou se somos capazes de sonegar imposto; ou se o nosso coração está em termos a nossa casa, o nosso carro e nisso colocamos o nosso coração; então não andamos segundo o princípio de vida estabelecido por Deus.

Viver o evangelho, viver segundo o coração de Deus, é efetivamente morrermos para nós mesmos, para o que desejamos e pensamos, é pararmos de fazer escolhas segundo os nosso interesses e passarmos a aceitar o que Deus está nos conduzindo a fazer.

Ser filho, experimentar a verdadeira vida implica em todos os dias pegarmos a cruz (instrumento de morte para nós mesmos) e aceitarmos o fardo de Jesus, é assumirmos os sonhos de Deus para as nossas vidas, e nos entregarmos de todo o coração com um único objetivo, realizar a vontade do Pai, mesmo que seja a única e última coisa que iremos fazer; pois sabemos, cremos que Ele verdadeiramente cuida dos nossos interesses melhor do que nós.