Uma perspectiva equivocada da vontade de Deus

foto por: Robert Baker em Unsplash

Há um equívoco muito grande em nossa religiosidade quando pensamos no reino de Deus na perspectiva de que teremos vida tranquila, sem problemas, abastados e não enfrentaremos problemas, mas isto é puro engano e não tem nada a ver com as promessas do Senhor e nem com o exemplo da vida dos apóstolos.

Paulo, escrevendo aos irmãos de Corinto em sua primeira carta, capítulo quatro, do versículo dez ao treze, afirma sobre o seu ministério: “Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.” (1Coríntios 4.10–13, BEARA).

Se sendo ele quem era, tendo o papel que teve e graças a sua oferta conhecemos a vontade de Deus, não teve o que pensamos e gostaríamos de receber; por que pensamos na possibilidade de Deus ter a obrigação de nos dar pelo “bom serviço” que prestamos, pelos “dízimos” que entregamos, pelas “ofertas” que depositamos ou pelo “trabalho” que realizamos?

Precisamos compreender que as promessas são de aflições, não de vida tranquila e o testemunho de Paulo reforça isso. Precisamos não só aprender com ele, mas lembrar do Senhor que Se fez oferta em nosso favor, que padeceu por nós, para que pudéssemos conhecer o Pai, e assim como eles, devemos seguir o exemplo e fazermos das  nossas vidas a verdadeira oferta que revela o Pai ao mundo, independente do que possamos estar recebendo ou passando nesta vida.

Anúncios