“Então, lhes disse: Atentai no que ouvis. Com a medida com que tiverdes medido vos medirão também, e ainda se vos acrescentará. Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. ” (Marcos 4:24-25, BEARA)
Temos falado de hipocrisia religiosa, temos falado de ser sal nessa terra, de mudarmos de atitude, de revermos o nosso posicionamento, de revermos e comprendermos os fundamentos de nossas vidas; mas temos compreendido isso em um contexto maior? Em um contexto que fala da vida de um cristão? Do que seja declar: “sou cristão”?
Se não compreendermos o contexto que estamos inseridos de forma alguma viveremos conforme está prescrito no figurino, compreendemos isso? Se não entendermos o nosso papel não compreenderemos a importância de agir assim ou assado, de ser assim ou assado. Nós nunca podemos ler a bíblia, ouvir pregação, ler livros, ou meditações como essa, tentando analisá-la fora de um contexto maior, da qual essas coisas são partes mínima de um todo.
Precisamos aprender a olhar o todo, a entender os detalhes e a relacionar uma coisa com a outra. Se assim não fizermos nunca teremos uma vida frutífera, nunca poderemos julgar todas as coisas, nunca poderemos viver segundo o coração de Deus.
Ser “cristão” está além de falar que é, está além de frequentar um templo católico, protestante, de crente, evangélico, ou seja lá que nome queira dar. Ser “cristão” está além de ir a missa todos os dias, ou aos cultos, estar além de cumprimentar os outros com “a paz do Senhor, irmão!”, ou “Deus te abençoe!”, ou fazer obras de caridade, ajudar os pobres, os oprimidos.
Precisamos compreender que ser “cristão” não é um modelo de vida, não é um estilo religioso, não está determinado por regras e normas; mas é uma vida, é uma cidadania, é uma característica completa e que espelha aquilo que o Criador é. Ser cristão, não é simplesmente imitar a Cristo, mas é incorporar em nossas vidas tudo o que Jesus foi neste mundo quando aqui andou, como o que Ele é. Ser cristão é assumir a cidadania do reino de Deus, é reconhecer a si mesmo como estrangeiro, como peregrino nesse mundo, precisamos compreender a nossa vida aqui nesse mundo como algo temporário, como algo que faz parte da eternidade, ser cidadão do reino de Deus, é uma realidade em nossas vidas quando recebemos de Deus o que Ele nos dá gratuitamente, a vida eterna em Jesus Cristo.
Ser cristão é morrermos para nós mesmos, morrermos para os nosso desejos e vontade. É reconhecer que não somos capazes de fazer qualquer coisa, por nós mesmos, que agrade a Deus. É nos humilharmos diante da face do Senhor, reconhecendo que dependentes inteiramente do seu operar, do seu capacitar e do seu realizar, e o melhor que podemos fazer é oferecermos a nós mesmos, como instrumentos, como servos para o revelar da sua vontade nesse mundo. É queremos e desejarmos ansiosamente de todo o coração, que o nosso Deus se revele através de nós, alcançando todas as vidas.
Quando assim compreendemos, então, compreendemos o que seja graça, o que seja a graça de Deus revelada a nós. E por conhecermos, e por desejarmos ser instrumentos de Deus, manifestaremos e revelaremos essa graça a todos os homens. Independente do que são, independente do que façam, de suas opiniões, de sua forma de vestir, andar, das decisões que tomam, se são bons ou não aos olhos do mundo, se nos magoam ou não. Isso fazemos porque compreendemos a graça de Deus, e por compreendermos, então não seremos capazes de julgar, de medir, de criticar, de rejeitar quem quer que seja.
Ser cristão é revelar a Deus, é revelar ao nosso Senhor Jesus que vieram e habitaram em nossa vidas, fazendo de nós templo, sua morada, onde o Espirito Santo opera. É compreendermos que somos um com Deus e que a unidade entre os irmãos é a base de vida.
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