“Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura.” (Ezequiel 28:12, RA Strong). “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti.” (Ezequiel 28:14-15, RA Strong). “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.” (Ezequiel 28:17, RA Strong).
Esta é a nossa luta todos os nossos dias. Luta contra a vaidade, contra o orgulho, a arrogância, a prepotência, contra o desejo de ser auto-suficiente. Enquanto não compreendermos isso, seremos escravos do pecado, não desfrutaremos da graça abundantemente derramada e nem poderemos ser instrumentos úteis ao nosso Deus.
O que caracteriza um filho? O que caracteriza aquele que ama ao Senhor e diz que é o seu servo? Jesus respondeu: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lucas 6:46, RA Strong).
Nosso Senhor deixou claro que para seguí-lo, para ser seu servo, deveríamos morrer para nós mesmos. Somente quando experimentamos a morte, a verdadeira morte é que poderemos conhecer e experimentar da verdadeira vida. Não só isso, mas esta atitude nos leva a demonstrar o nosso amor, o verdadeiro amor, para com o nosso Deus; pois faremos o que ele deseja, cumpriremos a sua vontade, obedeceremos os seus mandamentos. Não por medo, não pela punição; mas pela alegria de expressar o amor, pela alegria e por manifestar a natureza divina.
O não fazer isso, implica em viver como vivíamos no mundo, cheios de orgulho, arrogância, independência. Viver desta forma nos afasta do Deus vivo; pois ele não nos chamou para vivermos isolados, independentes e cheios de nós mesmos. A vida com Deus existe quando reconhecemos a nossa dependência. Dependência dele, da sua vida, da manifestação e do realizar de sua vontade; mas também, dependência de uns para com os outros. Do andar junto, do reconhecer que necessita, que precisa, e que a única forma de expressar o amor e a natureza de Deus é o andar junto com outros que professam o mesmo amor.
Não podemos deixar que o orgulho e a arrogância dominem as nossa vidas. Não expressamos Deus, quando assim agimos, por mais religiosos que sejamos. Pedir a Deus que abra os nosso olhos, abra o nosso entendimento e nos conduza, sempre, em sua vontade, deve ser a nossa oração todos os dias. Isto porque muitas vezes nos tornamos cegos para as coisas simples e deixamos, sem perceber, do viver a vontade de Deus em nosso dia a dia.
Deus não nos chamou para o futuro, mas sim, para vivermos hoje o reino de Deus e manifestar a sua vontade. Revelar o seu querer, manifestar a sua glória. Ele não nos chamou para vivermos em nosso mundo, com a nossa arrogância de acharmos que somos bons, com o nosso orgulho e acharmos que somos suficientes, ou a nossa prepotência e acharmos que estamos acima de pessoas.
Que o Senhor nos conceda sabedoria, entendimento, olhos para ver e coração para compreender a sua vontade e a obra que deseja realizar através de nossas vidas. Que o arrependimento se revele no direcionamento que dermos as nossas vidas para servir e glorificar o nome de nosso Deus, como santificá-lo em todos os nossos atos.
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