É normal de nossa parte quando ouvirmos algo diferente, ou o oposto do que gostaríamos de ouvir, termos a mesma reação que estas pessoas; tanto as que tinham pedido orientação sobre a vontade de Deus a Jeremias, quanto as palavras de ensinamento de Paulo, conforme podemos observar a seguir: “então, falou Azarias, filho de Hosaías, e Joanã, filho de Careá, e todos os homens soberbos, dizendo a Jeremias: Tu dizes mentiras; o Senhor, nosso Deus, não te enviou a dizer: Não entreis no Egito, para lá peregrinardes. Baruque, filho de Nerias, é que te incita contra nós, para nos entregar nas mãos dos caldeus, para eles nos matarem ou para nos transportarem para a Babilônia.” (Jeremias 43:2-3, BEARC), ou quando Paulo falando do caminho, da salvação prometida por Deus por meio de Jesus Cristo: “E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de Deus. Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano.” (Atos 19:8-9, BEARC).
E nós, temos sido lesos? Temos sido obstinados? Melhor, “cabeça dura” quanto a verdade e a vontade de Deus expressa no evangelho de nosso Senhor Jesus? Como reagimos quando ouvimos algo diferente do que esperávamos? Nós julgamos, analisamos quanto ao que Deus fala em sua palavra? Ou nos opomos e negamos o que ouvimos e continuamos nas mesmas práticas?
Muitas vezes não só isso; mas, temos sido também cabeça dura quanto a forma de Deus operar e manifestar a sua multiforme sabedoria e graça entre os homens? Muitas vezes achamos que somente a nossa forma de fazer, o que pensamos é que está certo e somente assim Deus alcança as pessoas. E não compreendemos que Deus opera de forma diferente em cada lugar, com cada pessoa. Seu intuíto não é ter uma forma padrão; mas sim, usar cada um, como cada um é, dentro da verdade, segundo a vida e a justiça de Deus, para revelar sua misericórdia e graça entre os homens.
A questão muitas vezes não é a mensagem proferida, a verdade anunciada; mas sim, a nossa disposição de ouvir o que é proclamado. Quando algo que é falado contraria em muito o que pensamos e desejamos; então, é normal, como pessoa, rejeitarmos, negarmos o que ouvimos. Por que isso? Simples; porque é natural do homem querer manter o “status quo”; isto é, não queremos mudar uma situação que está, aparentemente estável; mesmo que não seja a melhor.
A melhor maneira de não cairmos nesta cilada é estarmos abertos, é ouvirmos, não rejeitarmos; mas sim, meditarmos a luz da palavra, criticarmos a mensagem, ponderando sobre cada ponto, usando as escrituras. Precisamos, também, criticarmos a nós mesmos, com relação ao que pensamos. Quando fazemos assim, aprendemos a estar abertos para ouvir, julgar e reter o que é bom.
Sejamos sábios, não sejamos lentos e nem lesos no ouvir a palavra. Não julguemos precipitadamente; rejeitando; mas analisemos tudo conforme devemos fazer; para estarmos abertos a multiforme maneira de Deus agir entre os homens e revelar a sua vontade.
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