“Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: em ti confio; se me alegrei por serem grandes os meus bens e por ter a minha mão alcançado muito; se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava esplendente, e o meu coração se deixou enganar em oculto, e beijos lhes atirei com a mão, também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima. ” (Jó 31:24-28, BEARA).
A que nível devemos nos julgar e compreender a razão de nosso coração? Dependemos de fato de Deus? Ou de fato, temos dependido “mais ou menos”? Tentamos colocar um pé nas garantias do mundo e outro nos valores do reino e na dependência de Deus?
Como Jó, devemos nos julgar e compreender em quem temos nos fiado. Não existe espaço para uma confiança de dependência compartilhada, quando achamos que estamos “dependendo” de Deus, mas fiando em nossas economias e reservas, de fato, não estamos dependendo de Deus e usamos o que temos como sendo o nosso deus.
Achamos que a nossa casa, os nosso bens é uma garantia e uma razão para a nossa estabilidade e segurança. Que em uma necessidade podemos vender o carro ou a casa e está tudo resolvido? Estamos redondamente enganados se assim pensamos. Precisamos compreender que tudo o que temos, nossas “riquezas” são temporárias, nada dura, tudo pode desaparecer com um simples piscar de nossos olhos. Não podemos confiar nestas coisas.
Uma casa, pode ser destruída por um terremoto, por uma enchente e de repente o que achávamos que seria segurança, passa a ser nada. Um carro, que pode ser uma fonte de reserva, pode ser roubado, destruido, pegar fogo, e de repente, não temos mais nada.
Nossas economias, poupança, se estão em bancos, de repente, podem ser confiscadas, como já foram no passado e ficarmos sem nada, não é verdade? Por que achamos que podemos confiar nestas coisas? Por que achamos que elas podem ser nosso objeto de dependência. Nada disso é eterno e firme e permanente. Tudo é temporário, tudo pode acabar. Nosso vigor, nossas riquezas, tudo…
Em quem devemos e podemos confiar? Somente no criador, no Deus que dá vida, que nos sustenta e que nos concedeu a vida eterna. Tudo que provêm de Deus é eterno e é para a nossa edificação, crescimento e conhecimento do Altíssimo.
Não importa o momento que vivemos: nossas perdas, nossas dificuldades, nossos problemas, tudo nos é permitido passar devido a graça de Deus que deseja o melhor para nós. Queremos ser luz neste mundo? Queremos revelar a misericórdia de Deus, então temos que ser forjados, temos que aprender a depender do Criador, temos que aprender a viver de forma totalmente dependente do que ele provê. Não podemos confiar e depender de nada que seja deste mundo como fonte de sobrevivência e razão de nossa existência. Nós não existimos para estas coisas. Não fomos criados para isso; mas sim, para viver uma vida com Deus e para Deus.
Aprendamos a confiar e a depender de nosso Deus. Usemos cada momento que ele nos concede de dificuldade e problemas para aprendermos a andar diante da sua face como lhe agrada. Tenhamos a provação e as lutas como um momento glorioso para nós, e não para lamentações. Precisamos aprender a servir ao nosso Deus como é do seu desejo e não como pensamos que ele deseja ser servido.
Aprendamos a depender de quem é eterno, de quem concede todos os valores e ensinamentos de vida, e vida que é eterna; e jamais devemos fiar em nós mesmos ou no que temos ou somos.
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