Semelhança entre atitudes

No livro de Oséias vemos o profeta Oséias, como instrumento de Deus, falando da infidelidade da nação de judá e Israel, de como se prostituia com outros deuses, de como não compreendia e não tinha entendimento da Sua vontade e querer, e como ao abandonar as promessas, padecia infortúnios. Imaginava o povo que o que padecia era consequência da punição pelo pecado e não pela atitude de afastar das promessas: “Disse-me o Senhor: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas.” (Oséias 3:1). “Quanto mais estes se multiplicaram, tanto mais contra mim pecaram; eu mudarei a sua honra em vergonha.Alimentam-se do pecado do meu povo e da maldade dele têm desejo ardente.Por isso, como é o povo, assim é o sacerdote; castigá-lo-ei pelo seu procedimento e lhe darei o pago das suas obras.” (Oséias 4:7-9). “O meu povo consulta o seu pedaço de madeira, e a sua vara lhe dá resposta; porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus.” (Oséias 4:12). “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.” (Oséias 6:6).

Paulo escreve algo que pode muito retratar a realidade que vivemos, embora o contexto que ele estivesse tratando fosse outro, mas que podemos questionar a nós mesmos e as nossas atitudes diante do conhecimento de tamanha graça, misericórdia e bondade revelada a nós: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.” (Romanos 6:1-4)

Fomos chamados para viver a vida de Deus, recebemos da graça, do Seu amor, que são derramados em nossas vidas pelo Espírito Santo de forma abundante. Somos justificados diante de Deus pelo sangue de Jesus. Ele nos chamou para viver o seu reino e andar segundo a sua vontade. Até quando permaneceremos no pecado e atribuiremos a Deus a responsabilidade pela nossa situação e pelo que somos, e não agiremos de acordo com as promessas que ele nos deu?

Em Cristo, no novo nascimento, fomos habilitados, capacitados, recebemos tudo que precisamos para viver uma vida que agrada a Deus (2 Pedro 1:3-5). Tendo esta compreensão, e tendo o entendimento que fomos chamados para a santificação. Isto é, para vivermos a vida de Deus, andarmos segundo a sua justiça, revelar através de nossos membros a Sua vida, com Paulo escreveu aos romanos, no capítulo 12 até 15. Precisamos fazer morrer a natureza humana, precisamos renovar, mudar a forma de pensar e compreender a vontade de Deus, e andarmos agora, em novidade de vida. Precisamos entender que não é um opção é uma determinação para aqueles que experimentam da graça de nosso Deus. A santificação, ou seja, o abandonar a prática do pensamento do mundo e andarmos segundo a vida de Deus, não é uma opção é a única alternativa para aqueles que são filhos, que entregaram a suas vidas a Jesus. Fazer  morrer a natureza humana, não é opção. Não podemos continuar no pecado, não podemos desonrar a Deus.