Qual a importância do perdão em nossas vidas? Por que precisamos perdoar àquele que nos ofendem? Ee quanta vezes devemos perdoar? “Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. ” (Mateus 18:22, BEARA)
“Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera. Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.” (Mateus 18:26-35, BEARA).
Na oração do Pai nosso, pedimos a mesma coisa, perdoa-nos, assim como perdoamos. Precisamos compreender que o pecado, a transgressão da natureza de Deus, o negar com os nossos atos a natureza divina, sendo orgulhosos, cheios de cobiça, invejosos, o sermos rude, grossos, o enganarmos, não estamos pecando contra Deus, mas sim, contra as pessoas. Quando cometemos erros, ou alguém comete erros com relação a nossa vida. Não podemos ser movidos pela natureza humana e pelo desejo de vingança; pois esse sentimento, assim como a mágoa, o sentir ofendido, não fazem parte da natureza de nosso Deus.
Ele como o Criador, como Deus todo poderoso poderia destruir a todos sem qualquer ato de misericórdia, sem qualquer revelação de amor e compaixão para com os homens. Não, Ele não agiu pelo princípio da vingança, da ira; mas revelou misericórdia, graça, amor e compaixão para com todos os seres humanos, sem qualquer tipo de restrição, em qualquer merecimento, sem qualquer expectativa de resposta por parte da raça humana. Mas demonstrou amor, enviando o seu Filho para nos resgatar e nos reconciliar com ele.
Como fomos feitos filhos, na morte e ressurreição com Cristo, então; devemos (pelo fato de termos recebido da natureza divina, termos nascido de novo) viver conforme a natureza divina que recebemos. Devemos revelar amor, compaixão, misericórdia e graça para com todas as vidas, como Deus revelou a nós.
O perdão é dado não a quem merece ou a quem faz jus ao mesmo, mas a todos àqueles que nos ofendem. Devemos conceder não porque foi pedido, não porque merece; mas porque temos da natureza de Deus, somos filhos, e revelamos graça e misericórdia para com todos. Assim o nosso Deus agiu para conosco, assim devemos agir para com todos.
Como ser filho e não revelar graça? Como ser filho e não revelar a mesma natureza do Pai? Fazemos isso não por obrigação, mas porque morremos para nós mesmos e para a nossa natureza humana, para que a natureza de Deus se revele através de nós e alcance a todos os corações que nos cercam, e assim essas vidas possam se voltar para o Senhor.
Além do nosso testemunho e de revelarmos o amor de Deus, também, quando concedemos perdão; nós nos libertamos do pecado, do pecado do orgulho que deseja nos dominar, quando perdoamos, liberamos tanto as pessoas, com a nós mesmos, para experimentarmos a vontade de Deus. Fazemos nos livres do pecado, para que possamos, pela graça de Deus, deixar que o Espírito nos use para a glória e louvor do nome de nosso Deus.
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