“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.” (Salmos 32:1-2, RA Strong). “Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado. ” (Salmos 32:5, RA Strong). “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem. ” (Salmos 32:8-9, RA Strong). “Porque a palavra do Senhor é reta, e todo o seu proceder é fiel. Ele ama a justiça e o direito; a terra está cheia da bondade do Senhor. ” (Salmos 33:4-5, RA Strong).
Algumas coisas que precisamos compreender: primeiro: o perdão do pecado. Este não depende de nós, mas de quem ofendemos. E nós na condição de homens, não só fomos perdoados por Deus, como Ele proveu o meio para nos reconciliar com ele. Jesus é a única forma de nos reconciliarmos. Não existe esforço, não existe bem, não existe obra que possamos realizar para alcançar o perdão de Deus e sermos aceitos por ele. Somente através de Jesus Cristo, o Senhor e Salvador.
Segundo: Confessar o pecado (arrependimento). Está ação está em nós. É uma decisão que tomamos. Arrependimento quer dizer determinação de mudança de rumo, alteração de curso. O ato de confessar (declarar a culpa) é um ato de livramento resultante de um espírito contrito e que reconhece que errou, e que tem que mudar. O arrependimento está na determinação de não continuar a viver como vivia. Implica em mudança de vida, alteração de curso. Quando confessamos, nos libertamos; pois no confessar está o reconhecimento do erro e do desejo de mudar, mas principalmente, a ação da humildade, do reconhecimento da nossa condição de miserabilidade, condição de não ser capaz de fazer algo pelos próprios braços para agradar a Deus e dependência completa dele.
Terceiro: Instrução do Pai – Quando nos colocamos nestas duas condições (perdão e confessar), então, abrimos o caminho para que o Pai, pelo Espírito Santo, nos instrua e nos ensine em tudo que ele deseja para as nossas vidas. Se houver arrogância, se houver desejo de andar pelos próprios pensamentos, pelas própria determinação, não houve arrependimento e reconhecimento da condição de miserabilidade, e portanto, não estamos abertos para aprender sobre a natureza de Deus e sobre a forma como ele deseja que vivamos neste mundo. Mas o fundamental que devemos compreender sobre a instrução do Senhor: ela não é impositiva. Deus não deseja de nós autômatos, Ele não quer pessoas que façam porque foram mandados, mas deseja que compreendamos a essência do que está envolvido em cada ação e atitude. Nós muitas vezes oramos e pedimos para sermos transformados e capacitados, para que ele nos transforme e nos dê um novo coração. Nós deixamos para Deus todas as coisas e o culpamos por vivermos da forma como vivemos, e pensamos muitas vezes que não somos melhores é porque Deus não nos transforma. Quando agimos assim, não compreendemos o que Ele já fez em nossas vidas. Ele já nos transformou, já nos deu de sua natureza, já nos capacitou e nos abençoou com toda sorte de benção em Cristo Jesus. O que precisamos fazer então? Morremos para nós mesmos, morrer para a nossa carne, e escolhermos o caminho da cruz em cada segundo da nossa vida. Esta é a instrução e ensinamento. Ele não quer que sejamos como um cavalo ou mula que não compreendem para onde estão indo. Poderia ele fazer isso? Sim. Era plano dele fazer assim? Não, nunca foi. A aprendizagem vem com a vivência de cada dificuldade, de cada escolha que fazemos diante dos momentos difíceis e situações que temos que escolher entre viver segundo a natureza de Deus ou segundo a humana.
Quarto: Encher a terra com a glória do Senhor – Compreendendo a instrução, tendo o entendimento de como Deus nos ensina, então a cada passo dado, deixamos de revelar a natureza humana e revelamos a natureza divina que foi depositada em nossas vidas, pelo novo homem, pelo novo nascimento do espírito por intermédio de nossa morte com Cristo na cruz. Quando realizamos a nossa jornada, não como mulas ou cavalos, sem entendimento; mas sim, compreendendo em cada tribulação, em cada decisão, o operar e o ensinar de Deus, e sempre fazemos a escolha conforme o coração de Deus; então, a glória do Senhor se revela de forma grandiosa nesta terra. Quanto mais exemplo damos mais corações alcançamos, e quanto mais pessoas ensinamos sobre o reino de Deus, então mais e mais a glória do Senhor há de se revelar neste mundo.
Não existe outra forma, não existe outra maneira de expandir o reino de Deus. Não é pelo que falamos, mas sim, pelas nossas atitudes e palavras que revelam o caráter de Deus que nos foi dado em Cristo Jesus. Se desejamos ver o nome de nosso Deus exaltado, temos como Jesus, viver segundo o coração do Pai, cumprindo todo o seu propósito, com todo entendimento e compreensão da forma de Deus realizar e se revelar ao mundo; por isso, as palavras de Jesus no sermão da montanha não são simplesmente para serem achadas bonitas, mas para serem vividas literalmente.
Que o Senhor possa abrir cada vez mais o nosso entendimento!!
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