“…, eu recomendei que vocês não tivessem nada a ver com gente imoral. Eu não quis dizer que neste mundo vocês devem ficar separados dos pagãos que são imorais, avarentos, ladrões ou que adoram ídolos. Pois, para evitar essas pessoas, vocês teriam de sair deste mundo. O que eu digo é que vocês não devem ter nada a ver com ninguém que se diz irmão na fé, mas é imoral, ou avarento, ou adora ídolos, ou é bêbado, ou difamador, ou ladrão. Com gente assim vocês não devem nem comer uma refeição.” (1 Coríntios 5:9-11, NTLH)
Entendemos o que seja graça? Se não compreendemos a graça de Deus que é derramada em nossas vidas, não compreendemos o nosso Deus e não entendemos o que Ele deseja de nós como filhos. A graça de Deus derramada em nossas vidas pelo Espírito Santo, nos educa e nos leva a cumprir todo o propósito e desejo de Deus para as nossas vidas. Não adianta compreendermos na teoria o que seja graça, mas sim absorver, internalizar em nossas vidas a graça revelada por Deus a nós. Enquanto acharmos que somos bons, enquanto pensarmos que somos merecedores de algo, merecedores de algum reconhecimento, de honra e de alguma glória, nós ainda não entendemos o que seja graça e estamos sendo religiosos.
Quando vemos um assassino, um pedófilo, um explorador, um ladrão, o que nós desejamos para eles? Desejamos a morte, a condenação, a sua destruição e a sua punição? Quando somos ofendidos, maltratados, perseguidos, ofendidos, o que nós desejamos para a pessoa que fez isso a nós? Desejamos que a mesma suma, ou “morra no inferno”? Se desejamos isso para essas pessoas, é porque ainda nos consideramos bons o suficiente e ainda não compreendemos a graça de Deus.
Quando maltratamos o simples, quando criticamos o homessexual, quando fazemos brincadeiras a respeito da condição do homossexual, da prostituta, do corrupto, do malfeitor, nós ainda não entendemos a graça de Deus que é concedida a todos, e não somente a nós. Se achamos que essas pessoas não merecem perdão, então nós ainda nos consideramos “boas” pessoas e não nos colocamos como pecador, e, em nossos corações, no íntimo, achamos que Deus tem a obrigação de nos aceitar e nos perdoar e punir todos os demais pecadores. Quando agimos assim, não estamos sendo como os fariseus na época de Jesus e como qualquer religiosos, cheio de moral, age?
Precisamos compreender que não existe tamanho de pecado, um assassino está no mesmo nível de um mentiroso, um pedófilo no mesmo nível de um hipócrita, um ladrão no mesmo nível de um caluniador. Quando Paulo escreveu que ele era o pior de todos os pecadores, ele tinha compreendido a graça de Deus. Quando Estevão pediu ao Senhor que perdoasse os seus algozes, ele tinha compreendido a graça de Deus. Quando Jesus, na cruz, pediu ao Pai que os perdoasse, pois eles não compreendiam o que estavam fazendo, Jesus revelou a graça de Deus para com todos, ele que podia destruir tudo e a todos com uma só palavra.
Nós existimos nesse mundo com um único propósito que é revelar o nosso Deus e a sua natureza. Quando não revelamos graça, estamos, negando a graça que nos foi concedida por Deus, pois a graça de Deus, concedida a nós pecadores, é algo imerecido. Deus no seu amor, nos resgata do pecado. Nós precisamos compreender que nós não temos mais jeito, não tem mais solução, estávamos mortos em nossos pecados e delitos, e que sem qualquer merecimento e reconhecendo a nossa profunda condição de miserável, recebemos de Deus o amor, o perdão, porque Deus revelou a sua graça através da sua obra redentora. Nós não merecíamos, mas mesmo assim, nos foi concedida.
Quando assim nós nos enxergamos, como miseravelmente pobres, sem qualquer atributo bom, sem qualquer coisa boa, nós compreendemos o amor de Deus, compreendemos sua graça e somos capazes de liberar a mesma a todas as pessoas, pois somos filhos de Deus.
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