“”Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre o meu povo e em Jerusalém, todos os judeus a conhecem; pois, na verdade, eu era conhecido deles desde o princípio, se assim o quiserem testemunhar, porque vivi fariseu conforme a seita mais severa da nossa religião. E, agora, estou sendo julgado por causa da esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais, a qual as nossas doze tribos, servindo a Deus fervorosamente de noite e de dia, almejam alcançar; é no tocante a esta esperança, ó rei, que eu sou acusado pelos judeus.” (Atos 26:4-7, RA Strong).
Deus se alegra com a nossa religiosidade? Tem ele prazer em sermos fervorosos no que cremos? O que podemos aprender da vida de Paulo? A motivação é fundamental em tudo o que fazemos? As razões de nosso coração, os desejos que temos?
Podemos fazer as coisas erradas, tomar atitude errada, mas se temos um coração desejo de servir a Deus, ele opera, ele se revela e mostra a nós o seu desejo e a sua vontade para as nossas vidas. Paulo foi um religiosos extremo. Foi defensor incondicional de sua religião, era fervoroso, inclusive responsável pela morte de vários cristãos em sua época; mas por que ele fazia isso? Por um simples motivo, ele acreditava piamente que estava servindo a Deus conforme ele compreendia a lei, conforme determinava sua religião.
Nisto que podemos enxergar o amor e graça de Deus, nisto podemos ver Deus operar, nos mostrar e revelar a sua vontade para com as nossas vida. Paulo, por exemplo, se converteu no caminho para Damasco? Sim, mas a sua conversão, começou bem antes disto, com certeza nas palavras de Estevão, no seu pedido de perdão para as vidas que estavam apedrejando-o, e em tantas outras situações. Deus vai se mostrando e se revelando de forma especial; mas o que importa, são as motivações de nosso coração, o desejo de servir e fazer a sua vontade.
Paulo, embora errado em sua atitude tinha o desejo de servir a Deus. O Pai não quer religioso, e abrir a mente de um religioso é a coisa mais difícil, mas pacientemente, ele opera, convencendo do pecado e do juizo.
Nós precisamos estar atento as nossas motivações, as razões de fazermos as coisas, e o quanto fazemos obedecendo ao Espírito Santo e o quanto obedecemos a preceitos de homens. Não é da vontade do Pai que vivamos a obedecer mandamentos que são de homens. Não é de seu querer que nos submetamos a autoridade dos homens; mas sim, única e exclusivamente a autoridade de Jesus. Ele deseja sim, para o crescimento do corpo, amadurecimento das vidas, que nos submetamos uns aos outros em amor, e no servir. Mas não a obediência pura e simples da vontade de homens.
Que o Senhor nos dê sabedoria para andar segundo o seu coração, deixarmos o Espírito nos falar e para que em atitude de obediência, removamos de nossas vidas tudo que transpareça religiosidade, vontade de homens (inclusive as nossas) para servirmos em novidade de vida, submissos ao Espirito Santo, obedecendo a sua voz, e trabalhando pelo crescimento e amadurecimento do corpo; mas principalmente, pelo crescimento do reino de Deus, derrubando fortalezas, anulando sofismas e fazendo o coração do Pai conhecido de todos os homens.
Do Pai, do trono da graça, procede todo o poder e vida para nos transformar e nos capacitar para vivermos o reino de Deus conforme o coração daquele que fez todas as coisas e nos concedeu vida no amado, nosso Senhor Jesus Cristo.
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