Casa de Deus

… Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio.” (João 2:16, BEARA)

Estas palavras de Jesus foram proferidas no templo, quando Ele expulsava os comerciantes, que estavam ali, vendendo animais para os sacrifícios. Uma pergunta: Jesus estava preocupado com o templo físico construído em Israel onde se realizam sacrifícios pelos homens segundo o ritual estabelecido na lei? Não, Jesus não estava preocupado com aquele templo físico, pois se estivesse ele não seria destruído anos depois. Jesus estava preocupado, com o que representava o templo para a realidade da nova aliança.

O que é a casa ou templo de Deus, a morada do Espírito? São os lugares onde se reúnem as pessoas e executam rituais religiosos, e metodicamente, fazem sempre a mesma coisa? Não, estes lugares não é o templo, morada, casa de Deus. Estes são lugares onde pessoas se reúnem, alguns para prestar culto de adoração, outros simplesmente para atender um processo religioso para alívio de consciência, achando que estarão atendendo o coração de Deus e serão aceitos por Ele no momento do grande dia do julgamento final.

Casa de Deus, morada de Deus, templo do Santo Espírito, são as pessoas, sou eu, é você, somos nós. Deus habita em nós. A condição para sermos moradas de Deus é que haja a remissão do pecado, que haja a purificação do lugar. A purificação ocorre com o reconhecimento de Jesus como o único Senhor e Salvador, o único que através de Sua oferta, em sacrifício, pela Sua morte e derramamento de sangue nos reconcilia com Deus. Quando assim fazemos, nascemos de Deus e o Espírito Santo vem habitar em nós. Somos agora, parte, membros do corpo de Cristo, fazemos parte da igreja, a expressão viva do Senhor.

Era com este templo que Jesus estava preocupado. Não podemos fazer da morada de Deus, um lugar de negociata, onde há a permanência do pecado, daquilo que é contrário a Sua natureza. Precisamos compreender que não existe espaço para negociar ou manter qualquer coisa que seja diferente da natureza de Deus. Não existe espaço para o egoísmo, para o desejo próprio, para o olhar para si mesmo, para achar que Deus existe para atender os nossos caprichos e vontade, e que Ele existe com um único propósito: atender os nossos desejos de obter bens materiais, coisas temporárias. Aquele que é feito filho, morada de Deus deve se despir, deve jogar fora, deve fazer morrer tudo que seja contrário à Sua natureza, pois é pecado. Fazemos, e somos capazes de cumprir esta vontade de Deus, não porque temos forças ou capacidade em nós mesmos, mas porque Deus nos libertou do domínio do pecado, e por nos ter libertado, podemos agora escolher entre viver segundo o Seu ou o nosso coração terreno, que nos afasta do Deus vivo.

Receber Jesus, da vida do Pai, é fazer do Seu templo lugar de adoração, lugar para expressão da Sua glória, para que através da igreja, o corpo de Cristo, a Sua graça e o Seu amor sejam revelados a todas as pessoas, para que todos conheçam em Cristo Jesus a única esperança de salvação e reconciliação com o Criador.

Somos o templo de Deus para sermos expressão da Sua glória, para revelarmos o Deus que temos e de quem recebemos vida, e não para vivermos conforme vivíamos no mundo. Nosso corpo é a morada do Altíssimo, por isso, temos que lançar fora todo pecado, toda condição que seja contrária a Ele.