Deus continua verdadeiro

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Quando a fidelidade de Deus confronta a infidelidade humana

Ao lermos Romanos 3.1–4, compreendemos que a fidelidade, a verdade e a justiça de Deus são absolutas e não dependem da resposta humana. Deus continua sendo verdadeiro em todas as circunstâncias, como Paulo afirma no versículo 4:

“De modo nenhum! Seja Deus verdadeiro, e todo ser humano, mentiroso, como está escrito: “Para que sejas justificado nas tuas palavras e venhas a vencer quando fores julgado.”” (Romanos 3.4 NAA)

Não existe vantagem automática para o judeu quanto à salvação. A vantagem está no campo histórico e da revelação a eles concedida, pois a eles foram confiados os oráculos de Deus: a Sua Palavra, as promessas e a lei. Isso não garante justificação, mas traz maior responsabilidade dentro do plano soberano de Deus. Mesmo diante da infidelidade humana, as promessas do Senhor não são anuladas. O caráter de Deus não falha, pois Ele é imutável e soberano. Sua aliança e Seus propósitos não dependem da resposta do ser humano.

Deus é o padrão absoluto da verdade e da justiça. Seu juízo é reto e perfeito, e Ele revela que todos estão debaixo do pecado. A justificação, portanto, não vem por privilégio religioso, histórico ou intelectual, mas unicamente pela graça, mediante a fé na obra consumada de Cristo em nosso favor.

Essas verdades nos lembram que privilégio espiritual não garante salvação. Ter acesso às Escrituras, frequentar a igreja ou conhecer uma teologia correta são grandes bênçãos, mas não substituem uma fé viva e genuína, evidenciada na prática diária. Nossa infidelidade não muda quem Deus é. Mesmo em meio às nossas falhas, Sua Palavra permanece verdadeira. A realidade não é definida pela maioria, nem pela experiência pessoal, mas por Deus, que é justo e sempre será justo, especialmente em Seu julgamento.

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