A questão da morte

Paulo escrevendo sua segunda carta a Timóteo, afirma o seguinte: ” … participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus,  que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras,  mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,  e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte,  como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho,” (2 Timóteo 1:8-10, BEARA).

Pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus Cristo, podemos usufruir da vida eterna do Criador. Nele, em Cristo Jesus a morte foi destruida. Ou seja, a separação eterna do Criador já não é uma realidade determinada, mas por meio da reconciliação, pelo sangue de Cristo. Salvação, preparada por Deus desde os tempos eternos, podemos usufruir da vida de Deus, estar na presença Dele, sermos participantes da vida eterna que Ele nos concede por meio de Cristo Jesus. Em Cristo, somente nele, não por obra que possamos realizar, mas por meio da Sua obra na cruz, temos acesso a Deus.

Precisamos compreender que a obra de Cristo na cruz, destruiu a morte. A preocupação da eterna perdição foi dissolvida, foi resolvida por Deus. Temos que entender esta questão. Na cruz podemos ser reconciliados com Deus, termos, usufruirmos da vida de Deus e estarmos em Sua presença. Não depende de boas obras, não depende do que possamos fazer, mas única e exclusivamente do que Deus fez. Na cruz morremos para o pecado, somos libertos, recebemos da vida de Deus para andar e viver na Sua presença.

A imortalidade é obra do Senhor na cruz. Por isso, quando nos submetemos a Cristo, como Senhor e Salvador de nossa vida, recebemos a vida eterna do Criador, recebemos da Sua natureza. Ele nos chama para uma santa vocação, para vivermos neste mundo segundo a Sua vontade. Recebemos uma nova identidade. Somos participantes da natureza divina. E por termos recebidos e sido habilitados para viver segundo a vontade de Deus, tendo a morte sendo destruída, não temos razão para temer. Mas temos que viver o nosso dia a dia, segundo esta vocação, segundo a natureza de Deus.

Fomos chamados à imortalidade, a compartilhar da vida de Deus, para vivermos segundo a Sua natureza, neste mundo, neste corpo. Temos que andar, como filhos, segundo esta vocação chamada. Temos que andar em novidade de vida, temos que tornar santo o procedimento, revelando que vida herdamos do Criador. A santificação é uma obrigação natural, é o caminho natural a seguirmos neste mundo.

Não podemos dizer que cremos em Deus, que amamos a Deus e temos da Sua vida e continuarmos a andar neste mundo segundo os valores e preceitos humanos, cheios de egoísmo, orgulho, arrogância, hipocrisia e mentira. Estas coisas não fazem parte da vida de Deus.

Tendo sido feito filhos de Deus, e nos empenhando na santificação, no procedimento santo, a morte já não tem domínio sobre nós, pois agora vivemos segundo a vontade de Deus, andando segundo a vocação chamada, mortificando os feitos e obras do corpo, para revelarmos a vida e a natureza de Deus em nossa caminhada neste mundo. Entendamos: não estamos falando de perfeição, de não errar, não cometer pecado, mas, tendo a consciência do pecado, não permanecemos a realizar as mesmas obras de pecado, mas mudamos a nossa atitude, frente ao que somos e recebemos do Criador. Quem tem a vida de Deus, não passa pela morte, pois recebeu da vida eterna do Criador.