Valor da vida

Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” (João 12:25).

O que Jesus deseja nos ensinar? O que temos que aprender com estas palavras? Como elas nos afetam no nosso dia a dia? O que significa amar a vida?

Quando amamos algo nós priorizamos aquilo. Se amamos a nossa vida, priorizaremos as coisas relacionadas a ela. Quando priorizamos as coisas de nossa vida nós nos tornamos egoístas, pessoas que se voltam inteiramente para dentro de si mesmo, na busca de satisfazer as necessidade próprias e os desejos do coração.

O que nos separa de Deus? Podemos responder de forma abrange que é o nosso pecado, mas o devemos entender por pecado? Como a ausência de Deus na atitude que tomamos, ou seja, a manifestação da impiedade. Quando nos rebelamos (vivemos de forma contrária) com relação a natureza de Deus, o que estamos fazendo de fato é priorizando os nossos interesses, nossa vontade, em detrimento daquilo que seja o propósito de Deus para a nossa vida.

Quando olhamos a natureza de Deus, os valores que deseja que tenhamos, compreendemos que atitudes egoístas não fazem parte de sua vida.  E ele deseja que revelemos os seus valores, seus atributos, ou seja, o seu caráter. Sendo nós merecedores de permanecermos separados de Deus, ausentes de sua vida, ele, mesmo antes de nossa atitude rebelde de querermos ser senhores de nós mesmos, de nossas vidas, de traçar nossos caminhos, ou seja, sermos deuses de nós mesmos; ele já havia preparado o plano de restauração, de reconciliação.

Mesmo não merecedores deste ato de misericórdia, ele se move em nosso favor, e provê o meio necessário para a nossa reconciliação. Ele olhou para nós, não para si mesmo, pois, não éramos dignos de qualquer ato de misericórdia; mas mesmo não sendo, ele agiu em nosso favor. Nesta atitude não vemos qualquer atitude de egoísmo. E é nesta visão, neste entendimento que ele deseja que vivamos.

Quando Jesus disse que quem ama a sua vida, ou seja, quem olha para si mesmo, para dentro de si, na busca da satisfação dos desejos e vontades própria, não teria a verdadeira vida e iria perdê-la (pois já estava condenado a separação eterna). Mas, quando não priorizamos a nossa vida, mas nos voltamos para os outros, quando colocamos o nosso Deus em primeiro lugar, quando o nosso zelo e o nosso desejo estão voltados inteiramente em cumprir a vontade de Deus, estamos revelando, na realidade a sua vida.

Ao revelarmos a vida de Deus, expressaremos, nas nossas atitudes o nosso amor ao próximo. Ou seja, amaremos o próximo como a nós mesmos. Isto é, o que desejamos, o que queremos para nós desejamos para os outros, ou seja, que cada um tenha a vida de Deus, que revele a vida de Deus. Nós não os enxergaremos como cheios de defeito, cheios de pecado, como se fossem piores que nós, mas sim, como pessoa que precisam da luz, precisam do entendimento que temos para que conheçam a verdade e esta os liberte.

Deixar de olhar para nós, deixar de amar a nossa vida como conhecemos neste mundo, que é de fato fazer morrer a natureza humana; manifestaremos, então, a vida de Deus que recebemos em Cristo Jesus, pelo Espírito Santo que veio em nós habitar quando nos entregamos a Cristo Jesus, como Salvador e Senhor de nossa vida. Que vida temos valorizado mais? A nossa? Ou a vida de Deus que nos foi concedida em Cristo?