Estamos dispostos a ouvir?

Estamos cegos e surdos para a multidão que está sem o conhecimento de Deus? Estamos dispostos a ouvir o clamor silencioso delas? Ou temos refutado, negligenciado e nos voltado para os nossos interesses? Temos amadurecido e buscado a vontade de Deus ou continuamos na imaturidade espiritual, buscando os nossos desejos achando que Ele existe para suprir nossos caprichos? Temos que aprender a ouvir quem clama e a agir com compaixão e nos oferecermos em favor daqueles que necessitam.

Jesus nos dá o exemplo de como agir com as pessoas e que as nossas atitudes devem ser permeadas de compaixão. Podemos ler sobre uma situação que Ele passou, em Mateus, no capítulo vinte do versículo trinta ao trinta e quatro, que diz: “A multidão os repreendeu e mandou que calassem a boca, mas eles gritaram ainda mais: Senhor, Filho de Davi, tenha pena de nós! Então Jesus parou, chamou os cegos e perguntou: O que é que vocês querem que eu faça? — Senhor, queremos poder enxergar! — responderam eles. Jesus teve pena dos cegos e tocou nos olhos deles. No mesmo instante eles puderam ver e então seguiram Jesus.” (Mateus 20.31–34, NTLHE).

Quando ouvimos as pessoas? Quando podemos ouvir o seu clamor? Quando paramos de olhar para nós e para os nossos desejos. Quando deixamos de achar que Deus existe para atender a nossa vontade, suprir os nossos desejos, quando assim o fazemos e passamos a olhar para além de nós, então, não quer dizer que os nossos problemas irão se resolver, mas, que os veremos com menos importância e prioridade diante das necessidades dos outros e estaremos conscientes que existimos para ser a solução para elas. Veremos o que recebemos de Deus, os dons e talentos que fomos agraciados, para praticarmos a Sua justiça.

As aflições não diminuirão, os problemas não acabarão, as necessidades não deixarão de existir para nós, mas compreenderemos, que quando, como o Senhor, fazemos da nossa vida uma oferta em favor dos outros, entenderemos que os problemas, lutas, necessidades dos outros são maiores que os nossos e que somos a solução de Deus para estas pessoas e que precisamos agir com compaixão.

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