Antes de Jesus falar sobre a parábola do filho pródigo, ele falou da ovelha perdida, da dracma perdida, para então falar do filho pródigo que está em Lucas 15. Nas três podemos observar a questão de achar o perdido, da volta do filho que tinham perdido, da alegria, da celebração. Temos em nossas mentes, três parábolas; mas não pensamos que exista uma quarta estória. Esta está relacionada ao filho mais velho que está em Lucas 15:25-32 (BEARA), conforme podemos ler: “25 Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. 27 E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. 28 Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. 29 Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; 30 vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. 31 Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. 32 Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”.
O que de fato aconteceu com este filho? Qual foi efetivamente a sua reação e atitude perante o clamor do seu pai? Respondeu ele de forma favorável com relação aos pecadores; ou não foi capaz de perdoar as ofensa do seu irmão? Não considerou o irmão digno de receber a honra que estava obtendo do pai?
Quando olhamos o contexto destas estórias que Jesus contou, podemos observar que a mensagem mais importante que ele deseja transmitir era com relação a atitude do filho mais velho. Os fariseus estavam acusando Jesus de comer e andar com os pecadores. Nós muitas vezes estamos tendo a mesma atitude e reação que os fariseus na época de Jesus. Consideravam a si mesmos dignos e santos o suficiente que não deveriam ser misturar com os pecadores. Ou seja, se consideravam bons e justos o suficientes, e dignos o sufuciente para receber de Deus o que precisavam.
Não havia em seus corações a dependência, a humildade, o reconhecimento que não eram dignos do amor de Deus, não se viam como pecadores. Temos nós agidos da mesma maneira? Achamos que somos bons o sufuciente que não devemos nos misturar, não devemos levar a graça de Deus a quem precisa? Temos nós, nos vistos como justos o suficientes que não devemos e nem podemos nos misturar com os “inferiores”, os “pecadores” deste mundo?
Esta é a questão que devemos refletir: temos agido como um fariseu? Consideramos a nós mesmos bons o suficiente e que não podemos nos rebaixar e nos misturar com os “pecadores” deste mundo? Compreendemos que somos tão pecadores quanto qualquer um outro? Ou nos achamos melhores?
Se não temos sido capazes de manifestar compaixão, misericórdia para com os pecadaores, precisamos, urgentemente, reavaliar as nossas atitudes e nos criticar a nós mesmos; para que não caiamos no pecado da justiça própria.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós!