Despenseiros de Deus

Jesus disse a seus discípulos que quem o amasse, guardaria a suas palavras, Ele também afirmou que Ele e o Pai viriam e fariam morada em nós, e que as palavras que Ele transmitia não eram dele, mas do Pai, como está no evangelho de João: “Disse-lhe Judas, não o Iscariotes: Donde procede, Senhor, que estás para manifestar-te a nós e não ao mundo? Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou. ” (João 14:22-24, BEARA). Sendo nós morada de Deus, habitação, templo do Espírito Santo; e que expressamos o amor ao Senhor por guardar as suas palavras, e como Paulo escreveu: somos embaixadores, reconciliadores dos homens com Deus. E, também, como é afirmado, somos nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, sacerdócio real; e mais, fomos comprados por um preço muito alto. Ou mesmos quando Pedro escreve em sua carta: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” (1 Pedro 4:10, BEARA).

Temos que entender esta vontade de Deus e o que Ele espera de nós; pois fomos eleitos para expressarmos a Sua vontade neste mundo, somos, como Paulo escreve: cartas vidas, o bom perfume de Cristo. Somos a expressão de Deus neste mundo, e como tais, devemos tornar Deus visível aos homens. Tendo este entendimento que somos responsáveis por apresentar, por revelar e por tonar Deus visível, devemos buscar a santificação de nossos atos para que esta expressão possa condizer com a vontade de Deus; por isso, Jesus afirmou que quem o ama, guarda a suas palavras. Guardar é obedecer, é viver segundo a palavra proferida.

Agora, podemos entender o que Pedro escreveu quanto a sermos despenseiros da multiforme graça de Deus. Somos o fiel depositário, o responsável por sacar da dispensa de Deus, da vida de Deus e revelar a graça nas sua multiforma. Por isso, Ele afirma que devemos servir uns aos outros como despenseiros, ou seja, devemos revelar a graça, a misericórdia, a compaixão, a paciência, a bondade, a longanimidade, a mansidão, o amor em todos os nossos atos e nos relacionamentos. Se não agirmos assim, não estamos sendo os despenseiros que Deus deseja. Precisamos aprender, rejeitando as paixões e sentimentos humano, fazendo morrer a natureza humana, para que a graça infinita de Deus se revele a todos os homens por nosso intermédio.

Precisamos compreender este nosso papel no mundo como despenseiros de Deus. Por isso não podemos andar segundo os valores e nem os pensamentos deste mundo; mas sim, conforme os valores eternos de nosso Deus.

 Ser despenseiro é poder sacar dos depósitos eternos de Deus, tudo que é perminente a Sua vida e Seus valores e revelar, através de nossos membros a todos as pessoas, sem exceção, sem condição, sem regra que não seja a estabelecida por Deus como expressão de amor a todos, assim como Jesus nos amou e se entregou por nós.

Sejamos fiéis depositários, despenseiros fieis que não envergonham ao nosso Senhor e tudo o que fizermos, em palavras e ação, glorifiquem ao nosso Deus e Senhor.