Por que a vontade de Deus?

Jesus afirmou: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.” (João 6:38)

Por que devemos fazer a vontade do Pai, assim como Jesus ao deixar nos o exemplo? Devemos fazer por medo de ir para o inferno? Devemos fazer por termos medo da punição e do castigo? Fazemos por obrigação? Ou vemos a vontade de Deus como algo que anelamos, que desejamos porque queremos agradar a Deus, expressar o amor que Ele nos concedeu por meio do Espírito, queremos honrá-lo? O que motiva o nosso coração?

Vamos pensar um pouco em nossas atitudes. O que nos motiva a fazer algo para alguém? Quando estamos apaixonados por que fazemos e queremos agradar a pessoa que amamos? Agora se somos capazes de nos mover, mudar as nossas atitudes em relação a alguém que amamos; por que não podemos fazer o mesmo com relação a Deus? Não estamos falando de carência de Deus; mas sim, de expressão de amor.

A questão que precisamos entender que não se trata de obedecer versus punição. Por causa de nossa formação religiosa, onde encaramos a Deus com base na relação obediência versus punição; nunca faremos de fato a vontade Dele; mas, será uma luta eterna dentro de nós. Agora, quando compreendemos a natureza de Deus; seu amor; quando temos o entendimento do que fez por nós, do seu desejo de nos resgatar do poder do pecado que nos escraviza; quando compreendemos o seu amor ao ponto de enviar Jesus para morrer em nosso lugar e nos remover do poder das trevas; então seremos capazes de nos mover em relação a sua vontade; não por causa da punição; mas sim, como expressão de gratidão pelo que fez; pelo seu mover por nós; por nos libertar, nos curar e nos dar vida (e isto sem qualquer merecimento de nossa parte).

O amor é que deve nos mover na obediência; amor que é nos concedido e derramado em nossas vidas pelo Espírito Santo. Obedecemos, não por medo; mas porque desejamos expressar o nosso amor por Ele pelo que fez por nós. Isto resultante da nova natureza, do novo coração que nos foi concedido no novo nascimento. Fazemos não porque temos medo da punição, do juizo eterno, da condenação eterna; mas sim, por que nos libertou, nos resgatou de tudo isso. Não foi e nunca será o propósito de Deus punir o homem, ou condená-lo. A condenação é algo que nós obtivemos por nossa atitude, nossa revolta e por nos afastar do Deus vivo.

Assim como Jesus amava o Pai e expressa este amor pela obediência; por viver segundo a sua natureza; assim, também, devemos ser nós. Devemos nos mover em direção a Deus como expressão de gratidão, de amor por toda obra realizada em nossas vidas; e principalmente, por desejarmos, ansiosamente, sermos semelhante ao nosso Pai, aquele que nos adotou como filhos, para sermos expressão da sua glória e da sua vida neste mundo.

Fomos chamados, pela graça, para sermos cartas vidas, o bom perfume de Cristo, para revelarmos as virtudes daquele que nos amou primeiro. Como filhos devemos ansiar por isso. Para sermos semelhantes ao nosso Pai; a santificação, a busca da nossa semelhança ao nosso alvo, que é Jesus, que nos conduzirá a verdadeira expressão de amor para com Deus.

Obedecemos, não por medo; mas sim, como expressão de amor, como algo normal devido a natureza que recebemos do Criador e que ansiamos para ser revelada em nós e através de nós; para que vidas, e mais vidas, venham a conhecer da graça e do amor daquele que nos amou primeiro; nosso Deus!