Nossa resposta ao amor de Deus

Como temos respondido ao amor de Deus? Temos desprezado e não tratado com zelo o que custou tão caro? Como respondemos ao amor de Deus e a sua graça? Como Paulo escreveu: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (Romanos 6:1-2, BEARA)

Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou. ” (1 João 2:5-6, BEARA).

Precisamos compreender que não é uma questão de compaixão para com Deus, nem de um favor que estamos fazendo; mas sim, como temos tratado a graça recebida e entendida. Se temos desprezado as pérolas recebidas, estamos tratando com desprezo e misturado na lama; ou se temos honrado a Deus com todo o temor e tremor, e desenvolvido a salvação conforme é o plano e o querer de Deus. Achamos que dá para tratar as coisas de Deus “mais ou menos”, ou temos zelo pelas coisas santas? Precisamos entender que não dá para misturar o santo com o profano. Não é uma questão se queremos assim ou assado; mas sim; de sermos rejeitados. Em Deus não tem pecado, e Ele não mistura a sua santidade com o pecado. Precisamos entender que ou aceitamos a graça e o amor de Deus, compreendendo que não podemos continuar em uma vida de pecado; ou no fundo, estamos sendo religiosos, procurando alívio para a nossa consciência somente; mas de Deus não temos experimentado a vida. Por isso João escreveu: se não guardamos a sua palavra não o conhecemos; se não o imitamos o amor de Deus não está em nós.

Temos tratado com abuso, com desprezo a graça de Deus? Quando temos o entendimento da graça, do amor de Deus para conosco e continuamos a viver da mesma maneira, ou seja, em pecado, longe da vontade de Deus, temos desprezado o amor e a graça de Deus.

Como podemos pensar sobre este deprezar e o continuar a viver uma vida de pecado? Seria mais ou menos assim: Imagine que no dia do casamento, chegássemos para o nosso conjuge, nós os maridos e afirmássemos que a amamos. Amamos muito, compreendemos o seu amor por nós. Mas mesmo amando e compreendendo que somos amados, não queremos abandonar a vida que temos. Já imaginou isso? Seria o mesmo que falássemos: ”olha, eu te amo; mas vou continuar a encontrar com outras mulheres, vou sair com meus amigos, vou festejar sozinho, vou fazer sexo com as antigas companheiras, continuar a viver a minha vida. Mas, olha, a noite, no final do dia, venho para casa e ai ficamos juntos”. Está entendendo o que significa compreender o amor de Deus a graça de Deus e continuar uma vida de pecado, longe do propósito e plano de Deus?

Ou se a nossa mulher, falasse o mesmo para nós. Como compreenderíamos o seu amor por nós? Quando agimos assim, demonstramos amor e compreendemos o amor recebido? Não. Nesta atitude não existe o amor expresso. Existe sim, o egoísmo, o pensar em si mesmo, o desejo de querer continuar a viver da mesma maneira. Isto não é uma atitude que expressa amor pelo outro.

Quando continuamos a viver uma vida de pecado, quando permanecemos no pecado, tendo a consciência que algo que fazemos desagrada a Deus, o que de fato estamos fazendo é a  mesma coisa. Estamos desprezando, estamos abusando da graça. Isto não existe. Isto não é compatível com quem diz amar a Deus, isto que precisamos compreender.

O amor de Deus manifesto, derramado em nossas vidas pelo Espírito Santo, requer de nós a mesma atitude de Deus para conosco, doação completa em favor do outro, zelo pelo outro, e honrar o outro.