Imitadores de Deus

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave. ” (Efésios 5:1-2, BEARA)

 Tendo o entendimento do propósito e do plano de Deus de nos reconciliar com Ele por meio de Jesus Cristo, através da sua oferta de sacrifício, morrendo em nosso lugar na cruz, para nos fazer nova criatura, dar nos um novo coração, para nos fazer filhos; não nos resta alternativa que não seja viver segundo a sua vontade.

Ao recebemos da vida de Deus, da vida eterna de Deus; como Jesus falou, teríamos em nós uma fonte que mataria a nossa sede, e esta fonte seria a jorrar para a vida eterna. Precisamos compreender que somente permanecendo no Senhor, andando segundo o modelo que nos deixou é que teremos a manifestação da sua vida em nós e através de nós.

Jesus, os apostólos e todos os profetas desde o antigo testamento, deixam bem claro que não pode haver trevas e luz, não pode haver convivência do santo e profano; não podemos misturar o templo de Deus com as coisas do mundo e nem fazer de nossos membros instrumentos de injustiça.

Fomos chamados para sermos santos, para revelarmos a vida de Deus, para manifestarmos a vida eterna de Deus em nós, e para sermos seus imitadores. Devemos em nossos atos, em nossas palavras imitar a Deus, revelar sua justiça, sua graça e sua misericórdia. Temos que ter claro em nossa mente que quem permanece no Senhor deve viver como ele viveu, ter as mesma atitudes.

Assim como Cristo se entregou em nosso favor; devemos nós nos entregar a Deus como sacifício vivo, como Paulo escreveu: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12:1, BEARA). Devemos nos oferecer, como instrumento, fazendo morrer a natureza humana, para que a vida de Deus, os atos de Deus se revelem em nós e através de nós. Fazer morrer a natureza humana é a condição básica para revelarmos a vida de Deus. Colocar nos como sacrifício a Deus, é justamente este aspecto, é fazer morrer a natureza humana, é não vivermos para nós mesmos, nem para a nossa vontade, e muito menos para cumprir os desejos egoístas de nosso coração.

Ser imitador de Deus e nos oferecermos como instrumento de Deus, como vaso para a sua honra para que a sua vida se revele em nós. Para que corações possam ser alcançados e quebrantados diante do Criador. Temos que fazer a luz de Deus brilhar, temos que ser luz neste mundo, precisamos ser sal nesta terra; pois somente assim fazendo é que iremos cumprir o propósito de Deus, e revelaremos o seu reino neste mundo; mas mais que isto, tornaremos, pelos nossos atos, palavras, pelas nossas ações, pelo socorro, pela expressão do amor de Deus, o próprio Deus visível entre os homens.

Precisamos compreender que quando imitamos o nosso Senhor, imitamos as ações de Deus em nosso favor, fazendo a mesma coisa pelos homens, o que estamos fazendo, é tornando Deus visível a todos. Alguns se aproximarão da luz, outros se afastarão; mas não podemos ser diferentes daquilo que é o nosso Deus. Ser imitador de Deus não é uma opção, é a condição normal, natural, daqueles que receberam a vida de Deus; por isso o caminho da santificação não é uma opção, não é uma alternativa, é a única alternativa que temos como filhos de Deus.

Sejamos, portanto, imitadores de Deus como filhos amados, e nos ofereçamos como oferta agradável.