Transparência da cruz

Por que precisamos compreender a transparência da cruz, e ter claro em nossas mentes o significado da mesma para nós? Como vislumbramos as tribulações e dificuldades? Como uma punição de Deus? Não; pois não é. Mas sim, devemos ver, sim, como uma correção. Correção que nos leva ao amadurecimento, a compreender as nossas falhas e nossa incapacidade de viver a vontade de Deus fora de sua dependência. A dependência, o confiar em Deus é resultado do seu ensinamento, de suas correções para aprendermos a andar segundo a sua natureza, e exalar o bom perfume de Cristo em todas as nossa ações e atitudes.

Podemos ler na carta aos Hebreus, o seguinte: “Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados. Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sanguee estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.” (Hebreus 11:35-12:10, BEARA)

Podemos não ter de forma clara o entendimento do que Deus está fazendo; mas ele esta operando em nossas vidas para que a cruz tenha o significado que ela precisa ter para nós: instrumento de morte, e devemos fazer, a todo o tempo, com Jesus falou, “negar a nós mesmos e tomar a cruz”. Quando negamos a nós, mesmos, tomamos a cruz e o seguimos, o que estamos de fato fazendo? Rejeitando a nossa natureza, rejeitando tudo que somos, tudo e qualquer coisa que seja contrário a vontade de Deus. Rejeitamos toda obra que tem origem na natureza humana. Aprendemos a confiar e a depender de Deus para tudo que temos que fazer como instrumentos Seu e para a glória do Seu nome.

Ele nos chamou não para vivermos segundo o pensamento do mundo, nem buscando as coisas desta vida como se fossem importantes; mas sim, revelando, manifestando a Sua vida por meio de nossos membros. Em cada momento, em cada ação, oferecendo os nossos corpos e membros com um sacrifício vivo a Deus; para que Ele, usando nos com instrumentos de dispensação da Sua graça e Seu amor, se revele ao mundo por nosso intermédio.

Temos que lembrar de todos aqueles que nos antecederam e honrá-los em sua atitude e somente fazemos isso; quando vivemos segundo o coração de nosso Pai, revelando a Sua natureza em nossas ações, realizando a Sua obra entre os homens, e fazendo a Sua vontade real e efetiva na terra como ela é realizada no céus.

Somos responsáveis, por isso, precisamos, compreender a cruz, viver como loucos para este mundo; mas temos, urgentemente, que nos empenhar e nos esforçarmos para revelarmos a Jesus através de nossos membros, para que o Pai seja louvado.