Podemos usar métodos, práticas e conhecimento disponíveis, como: passos, ensinamentos, teorias; ou fazer os dez passos do discipulado; mas o que estamos transmitindo? Somente conhecimento.
O que caracteriza um discipulador eficaz? A quantidade de pessoas (discípulos)? Quantidade de seguidores?
Não, nada disso. Segundo o padrão de Deus, e de nosso Senhor seremos eficazes como discipulador, quando expressamos Cristo, quando manifestamos as caracteristicas de Jesus em nossas ações e atitudes.
Por que no revelar Jesus é que demonstramos a eficácia do que fazemos? Por um siimples motivo. Nosso propósito de vida não deve ser ajuntar pessoas; mas formar cidadãos para o reino de Deus. Levar as pessoas a viverem a vida de Deus, a serem amigos de Deus, ensinar as pessoas a ensinarem outras pessoas.
Como podemos observar o ministério de Jesus: quantas pessoas? Quantos discípulos? Onze líderes, cento e vinte discípulos. O que fez Jesus e este grupo pequeno de pessoas? Transformaram o mundo. Mas, podemos observar conceitos, métodos e práticas aceitáveis segundo o poder e conhecimento humano? Não. Como fizeram esta obra? Se olharmos a vida de Paulo, o que podemos observar? Conhecimento sendo propagado? Mensagem de convecimento? Uso da sabedoria humana?
Não. Tudo que podemos observar na vida dele é o que afirmou na carta que escreveu aos irmãos de Corinto: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. ” (1 Coríntios 1:18-25, BEARA).
Onde está a força do evangelho, e a eficácia do discipulador? No conhecimento, na argumentação, na sabedoria humana e seus métodos? Não. Todo o poder e força do evangelho como a eficácia do discipulador estão na cruz. Cruz como instrumento de morte, para que através da nossa morte, morte dos sentimentos e mente, e todo pensamento que procedem da alma, da capacitação humana sejam crucificados. Ao crucificarmos tudo que procede da alma, da natureza humana, nos submetendo a cruz de Cristo, a vida de Deus se revelará. Neste ato, ao fazermos morrer a natureza humana, deixamos o poder e a vida de Deus se revelar em nós e através de nós.
Seremos eficazes na obra de Deus, no pregar o evangelho, no formar pessoas que formarão pessoas, quando deixarmos de fazer segundo o que pensamos e fizermos segundo a dependência de Deus. Precisamos entender que a obra é de Deus, não é nossa. Quem irá construir a igreja é o Senhor Jesus, não nós. Somos instrumentos utilizados para que a sua vontade se cumpra.
Fomos chamados para sermos filhos e para revelarmos a vida de Deus através de nossos corpos mortais. Deus na sua misericórdia e graça nos ensina, nos educa para vivermos segundo o seu coração. Se não negarmos a nós mesmos, não tomarmos a cruz, se não fizermos conforme Jesus; não seremos eficazes no cumprir a vontade de Deus e de revelar o seu evangelho e o seu reino ao mundo. Ser um discipulador eficaz está na capacidade de demonstrar e ensinar outros a viverem o reino de Deus neste mundo.