Fazer discípulo – Identidade de discipulador

Identidade está relacionado a natureza, ao que somos, o que norteia as nossas vidas. A grande questão no fazer discípulo está justamente na identidade apresentada aos discípulo pelo discipulador. Cumprir a ordem de Jesus, trás sobre nós um grande peso e responsabilidade que, talvez, não tenhamos entendido na íntegra. A sua ordem: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mateus 28:19, BEARA), trás nos uma determinação que implica em termos o entendimento de quem apresentaremos ao discípulo no processo e como apresentaremos. Fazer discípulo está vinculado a formar pessoas semelhantes a nós, não igual a nós; e levarmos pessoas a nos imitarem, como somos de Deus.

Para tal é importante compreendermos o propósito de Deus. Ao nos fazer seus filhos, ele nos concede a sua natureza, aquilo que Ele é. Ele nos dá da sua vida, para revelarmos a sua essência, a sua natureza.

Nunca foi do propósito do Pai nos fazer iguais a ele ou iguais a Jesus; mas sim, semelhantes; isto é, imitá-lo em toda a sua essência (sua natureza). Como Paulo escreveu aos irmãos em Corinto: “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.” (2 Coríntios 2:15, BEARA). Sermos perfume, ou cartas vivas, ou até mesmo quando ele escreve que corre para o alvo, ou  quando Pedro escreve que devemos ser imitadores de Deus como filhos amados, fica de forma explicita o padrão que devemos seguir, o que devemos revelar, e como devemos nos revelar ao mundo.

A identidade do discipulador trás na essência a necessidade de revelar a Jesus Cristo em todas as ações, atitudes, palavras proferidas. Mas como revelar a atitude? Só há uma forma de fazermos isso. Temos que morrer para a nossa natureza.

Não podemos ser imitadores de Deus, mantendo a natureza humana, e nem querendo viver a nossa vida, como se não estivéssemos responsabilidade pelos que estão a nossa volta. Precisamos compreender que não estamos sozinhos e não vivemos uma individualidade; somos membros de um corpo, fomos unidos a família de Deus. E como membros da família de Deus, somos responsáveis uns pelos outros. Como responsáveis uns pelos outros, preisamos trabalhar para a edificação do corpo, para o crescimento e amadurecimento das pessoas; mas como fazer isso? Sendo exemplo, sendo expressão de Deus, sendo imitadores de Deus.

Edificamos o corpo e levamos ao amadurecimento uns dos outros quando cumprimos o nosso papel no corpo. Cumprimos o nosso papel quando revelamos a identidade de Deus e, assim, formamos discípulos, ou seja, pessoas semelhantes a Jesus; porque nós somos imitadores de Cristo.

Precisamos assumir a responsabilidade, como Paulo, quando ele afirmou na carta aos irmãos de Corinto: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. ” (1 Coríntios 11:1, BEARA). Clamar alguém para que seja imitador, tem um peso tão grande e uma responsabilidade que somente quando nós compreendemos o nosso papel como membro da igreja, quando entendemos que somos membros da família de Deus, quando entendemos a nossa responsabilidade, e que temos da natureza de Deus, e que a nossa identidade está vinculada ao nosso Pai, aquele que deu-nos da sua vida, da sua natureza para a revelarmos a este mundo.

Quando compreendemos que a nossa identidade está em Deus; então, passamos a compreender a oração do Pai Nosso. Ao afirmamos: “seja feita a tua vontade, assim na terra, como nos céus”, o que estamos afirmando é para sermos expressão de toda a vontade de Deus, nesta terra. Nós estamos pedindo a Ele que nos use, use a Sua igreja para manifestar toda a Sua vontade entre os homens.