Influenciar ou ser influenciado

É ou não para andarmos com os pecadores (pessoas que vivem fora e sem conhecimento do plano e vontade de Deus para os homens)? Precisamos compreender o nosso papel, como filhos de Deus, como membros do corpo de Cristo; pois caso contrário, não desempenharemos com zelo, com dedicação e nem segundo a vontade de Deus para as nossas vidas.

Os religiosos nos ensinam que não devemos nos misturar; mas Jesus andou, comeu com os pecadores; pois os “justos” não precisam dele, como é relatado por Marcos: “Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come [e bebe] ele com os publicanos e pecadores?” (Marcos 2:16). “Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores. ” (Marcos 2:17).

Em salmos, no que os religiosos se baseiam, diz o seguinte: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmos 1:1).

Mas o que quer dizer o salmista e o que Jesus estava afirmando? São opiniões contraditórias? São pontos de vista diferente? Não, muito pelo contrário, um complementa o outro.

Quando Jesus disse que andava, comia e estava com os pecadores, porque eles precisavam de cura. O que Jesus estava reforçando é justamente o que está escrito em Salmos. Pois o seu papel foi de influenciar, levar entendimento, transformar, trazer a cura, levar a conversão, conduzir as pessoas a reconciliação com Deus. Ele influenciava, não era influenciado. Não era ele que se assentava com os pecadores, não era ele influenciado pelos pecadores, não era ele que se deixava conduzir pelo pensamento e opnião das pessoas com quem andava. Mas sim, eram os pecadores, os doentes, os que necessitavam de cura que andavam, que se assentavam com ele. Não se trata de uma questão de quantidade, mas sim, do poder, autoridade e capacidade de influenciar.

Jesus é quem determinava a regra do jogo, ele que era ponto de referência. Ele levava as pessoas a repensarem o que eram, o que faziam.

Nós precisamos compreender quem somos, o poder e autoridade recebida por meio de Jesus Cristo, através do Espírito Santo. Nós, podemos sim, fazer como Jesus fez; podemos fazer diferença onde estamos, podemos fazer diferença no que fazemos; mas o que não podemos é nos deixar ser influenciados pelo pensamento, pelo modo de agir do mundo. Nós temos, como Jesus que estabelecer a regra do jogo, não por força; mas pelo mover, pela revelação da graça e da vida de Deus através de nós. Não é uma questão de convencimento por meio da inteligência humana e nem argumentação de palavras; mas pelo simples manifestar da vida de Deus através de nós, de nossas ações e atitudes (atitudes que devemos mudar, mediante a renovação da nossa mente, como Paulo nos fala em romanos).

Temos sim que estar, como Jesus, no meio dos pecadores, andar com eles; mas não para ser influenciados por eles, e sim, sermos agente de Deus para a transformação, para levar reconciliação, conhecimento, entendimento do amor, da justiça e da graça de Deus.

Somos filhos, não para ser influenciados pelo mundo, pelo seu pensamento; mas influenciadores.